O cenário político deve esquentar nos próximos dias com a retomada do pedido de convocação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, na CPMI do INSS. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou que o requerimento será colocado em votação na próxima semana.
Filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luis é suspeito de ter recebido R$ 1,5 milhão do empresário Antônio Camilo Antunes, preso como o principal responsável pelos desvios de dinheiro dos aposentados e pensionistas do INSS.
O que diz a Polícia Federal?
A nova ofensiva para ouvir o filho do presidente da República surge após a Polícia Federal informar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a existência de citações a Lulinha em documentos e diálogos apreendidos. As investigações apuram:
- Conexões suspeitas: Uma possível relação entre Lulinha e o empresário Antonio Antunes (o “Careca do INSS”).
- Intermediária: A suspeita é de que o contato ocorria por meio da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís.
Bastidores políticos
Em dezembro, a base governista conseguiu articular a rejeição de um requerimento semelhante. No entanto, com a anexação de novos dados colhidos em buscas e apreensões nas residências de outros investigados, a oposição ganhou fôlego para reapresentar o pedido.
A CPMI busca entender se houve influência ou participação de pessoas próximas à presidência na infraestrutura tecnológica ou nos contratos do Instituto.











