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Oposição articula derrubada de veto ao PL que reduz penas do 8 de janeiro

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Governo Lula vetou integralmente a proposta; senadores de SC e RO acreditam que maioria absoluta será alcançada para reverter a decisão.

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O clima político na capital federal esquentou logo no primeiro dia de trabalhos legislativos de 2026. O foco das atenções é o Veto 3/2026, imposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado “PL da Dosimetria” (PL 2.162/2023). O projeto prevê a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

O Embate Legislativo

O governo justifica o veto total afirmando que a redução de penas para crimes contra a institucionalidade brasileira seria inadequada. Já a oposição vê na proposta uma forma de “justiça” e proporcionalidade.

  • Prioridade da Oposição: O senador catarinense Jorge Seif (PL-SC) afirmou que a derrubada deste veto é prioridade máxima: “Tivemos uma excelente votação no Congresso e tenho certeza de que teremos votos suficientes para derrubar”, declarou.
  • Argumento do Governo: O senador Rogério Carvalho (PT-SE) rebate, classificando a tentativa de reduzir as penas como um “desserviço”, citando a gravidade dos crimes planejados contra as autoridades do país.
Os números para a derrubada

Para anular a decisão do presidente, a oposição precisa de uma vitória em sessão conjunta:

  • Câmara dos Deputados: Necessários pelo menos 257 votos.
  • Senado Federal: Necessários pelo menos 41 votos.

Na votação original do projeto em dezembro, os números foram favoráveis à tese da oposição, com 291 votos na Câmara e 48 no Senado, o que alimenta o otimismo de parlamentares como Marcos Rogério (PL-RO) e Jorge Seif. Ao todo, 73 vetos presidenciais aguardam análise, mas este é considerado o mais “explosivo” da pauta.

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