O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (30) as estatísticas fiscais que consolidam o cenário econômico do Brasil em 2025. O setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) registrou um déficit primário de R$ 55,021 bilhões. O resultado é pior que o de 2024, quando o saldo negativo foi de R$ 47,5 bilhões.
O que pesou nas contas?
O principal responsável pelo “buraco” nas contas foi o Governo Federal, que gastou mais do que arrecadou. De acordo com o Tesouro Nacional, o crescimento de gastos obrigatórios, como Previdência Social e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), pressionou as despesas.
Por outro lado, o déficit só não foi maior devido à arrecadação recorde registrada em 2025. Enquanto as receitas cresceram 2,8%, as despesas avançaram em ritmo mais acelerado: 3,4%.
Dívida e Juros em patamares históricos
Dois números chamam a atenção pelo peso simbólico e econômico:
- Dívida Bruta: Pela primeira vez, a dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,017 trilhões (78,7% do PIB).
- Juros da Dívida: Com a taxa Selic em 15% ao ano (maior nível desde 2006), o Brasil gastou R$ 1 trilhão apenas com o pagamento de juros em 2025.
Estados e Municípios ajudam a segurar o saldo
Enquanto o Governo Federal fechou no vermelho, os governos regionais (estados e municípios) contribuíram positivamente. Eles fecharam o ano com um superávit de R$ 9,5 bilhões, um desempenho superior ao registrado no ano anterior.











