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No verão, Canoinhas mostra que a erva-mate vai além do chimarrão

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Município produziu 10 mil toneladas em 2025; cultura se reinventa no verão com tererê, chopes e picolés, fortalecendo a agricultura familiar.

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Mesmo no verão, o canoinhense não abre mão da erva-mate. O chimarrão, bebida quente e símbolo de identidade regional, segue presente nas rodas de conversa, no trabalho e nos momentos de pausa, mostrando que tradição vai além da temperatura.

“Pode fazer 40 graus que nós estamos tomando chimarrão”, garante a prefeita Juliana Maciel. 

Mas essa relação com a erva-mate vai além do hábito do chimarrão. A partir da produção local, surgem outras formas de consumo que combinam com os dias mais quentes, como o tererê, chá mate gelado e até o picolé que valorizam o sabor e as propriedades da planta. Em Canoinhas ainda é possível encontrar outras opções como o chope de erva-mate. 

Para a prefeita, a erva-mate representa muito mais do que tradição. “A erva-mate é parte da nossa identidade e também um motor importante da economia de Canoinhas, que gera renda, trabalho e oportunidades no campo”, destaca.

Canoinhas é referência na produção de erva-mate em Santa Catarina. Em 2025, foram emitidas notas para uma produção de 10 mil toneladas de acordo com o setor de bloco de notas da prefeitura, movimentando R$ 13,6 milhões. 

Segundo o secretário de Agricultura, Gildo Stoker, a cultura da erva-mate tem papel estratégico no fortalecimento do interior. “A produção de erva-mate fortalece a agricultura familiar, movimenta o interior e mostra a força do nosso agro, que alia tradição e inovação”, afirma.

Além do impacto no campo, a cadeia produtiva da erva-mate movimenta outros setores da economia local, gerando empregos e incentivando novos negócios. A vice-prefeita Zenilda Lemos ressalta que valorizar essa produção é também valorizar as pessoas. “Valorizar a erva-mate é reconhecer o esforço de quem produz e manter viva uma tradição que atravessa gerações em Canoinhas”, pontua.

Esse movimento se reflete diretamente no desenvolvimento econômico do município. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osvaldo Romanovski, a erva-mate vai além da produção primária. “A cadeia produtiva da erva-mate gera desenvolvimento, fomenta novos negócios e amplia as possibilidades de crescimento para Canoinhas”, explica.

Tomar chimarrão ou se refrescar com outras bebidas feitas à base de mate também carrega valor cultural.

Seja quente ou gelada, no inverno ou no verão, a erva-mate segue presente no dia a dia da população e reafirma a identidade de Canoinhas. Uma tradição que se reinventa, impulsiona o agro, fortalece a economia e mostra por que o município segue valorizando aquilo que produz”, destaca o gestor da fundação cultural, Dudu Vipievski.

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