O primeiro balanço oficial da Sociedade Crescente Vermelho indica que a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada neste sábado (28), já resultou em pelo menos 201 mortos e 747 feridos.
Os ataques foram massivos e atingiram 24 das 31 províncias do país, demonstrando uma abrangência territorial que paralisou grande parte da nação persa. Províncias são equivalentes aos estados aqui no Brasil.

O episódio mais dramático ocorreu na cidade de Minab, no sul do Irã, onde mísseis atingiram uma escola de meninas. Segundo a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), pelo menos 85 alunas morreram e dezenas ficaram feridas no bombardeio. Equipes de ajuda humanitária trabalham contra o tempo para resgatar cerca de 50 pessoas que ainda estariam soterradas sob os escombros da instituição de ensino.

Imagem: AFP / 28/02/2026
Ofensiva e reações
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.
Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.
Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, é morto em bombardeio, diz Trump
Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu em um bombardeio durante ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel neste sábado (28). A informação foi confirmada pelo presidente Donald Trump.

Em uma rede social, Trump disse que Khamenei não conseguiu escapar das redes de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos. Ainda segundo o presidente, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu.
Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que Khamenei estava morto. Segundo ele, forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo.
Até o momento, porém, o regime iraniano nega a morte. Um porta-voz do governo afirmou que Khamenei estava “bem e seguro”.








