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Zuckerberg depõe em tribunal sobre vício em redes sociais e nega foco em crianças

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Em julgamento histórico sobre vício digital e saúde mental, CEO da Meta é confrontado com e-mails que apontam falhas na verificação de idade e metas agressivas de tempo de tela.

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LOS ANGELES – Em um depoimento de forte impacto global, o CEO da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, afirmou repetidamente em tribunal que o Facebook e o Instagram não permitem usuários menores de 13 anos. No entanto, a estratégia de defesa foi colocada à prova pelo advogado Mark Lanier, que apresentou documentos internos sugerindo que a “conquista da pré-adolescência” era vista pela companhia como essencial para o sucesso futuro das plataformas.

O julgamento, que ocorre em Los Angeles, é movido por uma mulher da Califórnia que alega ter desenvolvido depressão e pensamentos suicidas devido ao uso viciante das redes desde a infância.

Enquanto Zuckerberg sustenta que a empresa prioriza a segurança, Lanier exibiu uma apresentação interna de 2018 com a frase: “Se quisermos ter grande sucesso com os adolescentes, precisamos conquistá-los na pré-adolescência”. Zuckerberg rebateu, acusando o advogado de distorcer o contexto das conversas sobre segurança.

E-mails e Metas de tempo de tela

A pressão sobre o bilionário aumentou quando foram revelados e-mails de executivos do alto escalão, como Nick Clegg, admitindo que os limites de idade eram “inexequíveis”. Zuckerberg defendeu-se alegando que a verificação de idade é um desafio técnico e que a responsabilidade deveria ser dos fabricantes de dispositivos (como Apple e Google).

Outro ponto crítico foi o tempo de uso dos aplicativos:

  • Contradição: Zuckerberg negou ao Congresso em 2021 ter orientado equipes a maximizar o tempo de tela.
  • Evidência: O tribunal teve acesso a metas de 2022 que previam o aumento do uso diário do Instagram de 40 minutos (2023) para 46 minutos (2026).
  • Resposta: O CEO afirmou que esses números são “constatações de desempenho”, e não metas impositivas.

Reação Global e precedente

Este caso serve como um “teste de fogo” para milhares de ações semelhantes movidas por famílias e distritos escolares nos EUA. Enquanto Snap e TikTok fecharam acordos antes do julgamento, a Meta e o Google optaram pelo confronto judicial. O desfecho pode forçar mudanças estruturais na forma como os algoritmos são projetados, especialmente após países como a Austrália proibirem redes sociais para menores de 16 anos.

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