A segurança dos motoristas de aplicativo voltou ao centro do debate estadual após o assassinato de duas mulheres entre terça (24) e quarta-feira (25). As vítimas, Alice Dresch (Camboriú) e Silvana Souza (Videira/Fraiburgo), foram encontradas mortas com sinais de violência em ocorrências distintas que mobilizaram a Polícia Civil na Grande Florianópolis e no Meio-Oeste.
O caso Alice Dresch (Canelinha)
Alice, de 74 anos, era moradora de Camboriú e trabalhava há quatro anos para complementar sua aposentadoria. O filho conta que, no dia do crime, a mãe saiu às 5h de casa, como fazia normalmente. No meio da manhã, a família notou que ela parou de responder mensagens. Alice também não retornou para o almoço.
Preocupada, a família fez ligações para hospitais e para a polícia. Por volta das 18h, descobriram que um corpo havia sido localizado em Canelinha, distante cerca de 40 quilômetros de Camboriú, naquela manhã, por volta das 10h. A vítima tinha sinais de violência e foi deixada às margens de um riacho.
Descrita pelo filho como uma mulher generosa que presenteava passageiras com mimos, Alice foi vítima de violência física. O delegado Danilo Bessa informou que já existe um suspeito sob investigação, mas detalhes são mantidos em sigilo para não comprometer as diligências.
O caso Silvana Souza (Fraiburgo)
Silvana, de 39 anos, era conhecida pela alegria contagiante entre os colegas da empresa Vidcar Videira. Ela desapareceu durante o trabalho e, após investigação rápida, a Polícia Civil prendeu Lucas Érico Livério, de 32 anos. O homem confessou o crime e indicou onde havia escondido o corpo, em Fraiburgo.
A investigação revelou detalhes cruéis: mesmo após extorquir dinheiro da família de Silvana, o autor a matou a tiros. Lucas cumpria pena por roubo em regime aberto no momento do crime. Sua prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo Ministério Público na quinta-feira (26).

















