Um crime bárbaro chocou a cidade de Campo Belo, em Minas Gerais. Jorge Miguel da Silva, de 27 anos, foi preso após confessar ter matado a própria mãe, Rosilene Pedrão da Silva Pereira, de 52 anos, e ocultado o corpo por quatro dias nos fundos da residência onde moravam. O crime, ocorrido no domingo de Páscoa, teria sido motivado por uma discussão sobre despesas domésticas, especificamente o corte da energia elétrica da casa.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito alegou que a mãe não teria pago a conta de luz, apesar de ele ter entregue o dinheiro. Durante a briga, Jorge aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” na vítima. Em depoimento, ele afirmou ter tentado reanimá-la, mas, ao constatar o óbito, decidiu esconder o corpo em vez de acionar o socorro.
Ocultação e plano de esquartejamento
Para disfarçar o crime, o homem registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento e usou produtos de limpeza para tentar mascarar o odor do cadáver em decomposição. No entanto, a investigação revelou detalhes ainda mais sombrios: Jorge comprou uma machadinha, que chegou a levar para amolar, e pesquisou preços de “bombonas” plásticas, onde pretendia colocar os restos mortais da mãe após esquartejá-la.
A farsa começou a cair quando uma vizinha, desconfiada do sumiço da amiga, encontrou pertences pessoais de Rosilene, como seus óculos de sol, descartados no lixo. Ao ser questionado pela polícia, Jorge acabou confessando o crime.
Histórico de violência
Testemunhas relataram que Rosilene era vítima constante de agressões por parte do filho. Imagens obtidas pela polícia mostram a mulher com hematomas nos olhos em episódios anteriores à morte. Apesar do histórico de violência, a vítima nunca havia registrado queixas formais contra o agressor. Jorge Miguel da Silva permanece preso e à disposição da Justiça.











