A Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina concluiu que os danos registrados no município de São Joaquim na madrugada do último sábado (02), foram provocados por rajadas de vento intensas de caráter linear e não por um tornado.
A avaliação técnica descartou o fenômeno após realizar um protocolo que combina o monitoramento meteorológico por radares com a análise detalhada dos estragos em campo.
Embora os radares tenham identificado uma célula com características de rotação, a ausência de registros visuais e o padrão de destruição observado invalidaram a hipótese de tornado.
Os estragos mais severos concentraram-se na área rural, entre as localidades de Pericó e Bentinho, formando uma faixa de danos na vegetação com aproximadamente 19 km de extensão.
O levantamento realizado com drones e imagens de satélite identificou que as árvores tombaram predominantemente em um mesmo sentido e os detritos foram arremessados para leste, acompanhando o deslocamento da tempestade.
Esse comportamento é típico de correntes descendentes intensas (downdrafts), diferindo de um tornado, onde os danos costumam ser concentrados em faixas estreitas com objetos lançados em múltiplas direções.
O sistema meteorológico responsável pelo evento avançou do Rio Grande do Sul em forma de uma Linha de Instabilidade (LI), com nuvens de grande desenvolvimento vertical que atingiram temperaturas de topo entre -60°C e -80°C.
Além dos ventos que causaram destelhamentos em galpões e residências, a frente fria provocou chuva intensa, raios e queda de granizo em pontos isolados do Planalto Sul e Meio-Oeste catarinense.




















