A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou, nesta sexta-feira (15), o indiciamento de uma mulher e seu amante pelo assassinato do empresário Pedro Rodrigues Alves, de 54 anos.
O crime, ocorrido em Videira, no Meio-Oeste do estado, chocou a região pela crueldade e pelo planejamento detalhado. Segundo o inquérito concluído na última quarta-feira (13), a vítima foi sistematicamente envenenada ao longo de 30 dias com três substâncias diferentes.
Pedro, que era empresário do ramo funerário, morreu no dia 15 de fevereiro, após passar dez dias internado em estado grave na UTI do Hospital Divino Salvador. A suspeita de crime surgiu quando exames toxicológicos apontaram a presença de agrotóxicos no organismo do paciente, que não apresentava melhora clínica.
O “Coquetel” do Crime
A investigação comprovou que a esposa utilizou métodos insidiosos para debilitar a saúde do marido entre janeiro e fevereiro de 2026. Para garantir que a morte parecesse natural, ela intercalou o uso de substâncias letais:
- Metanol: Adicionado à cerveja que o empresário consumia;
- Soda Cáustica: Misturada aos medicamentos de uso contínuo da vítima;
- “Chumbinho”: Agrotóxico proibido pela Anvisa, ministrado para causar o colapso final dos órgãos.
De acordo com o delegado responsável, a dupla tentou apagar vestígios físicos e digitais do crime. Além disso, a esposa chegou a subornar um enfermeiro da UTI para obter informações privilegiadas sobre a agonia do marido. O profissional de saúde agora responde administrativamente por violação ética.
Motivação e Prisões
A polícia apurou que o casal de amantes mantinha o relacionamento extraconjugal há mais de um ano. O objetivo do assassinato era permitir que ambos vivessem juntos e assumissem o patrimônio da vítima.
Ambos foram indiciados por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe, uso de veneno e emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima.
A mulher está detida no Presídio Feminino de Chapecó, enquanto o amante permanece preso em Palmas (PR). Durante os interrogatórios, ambos optaram pelo direito ao silêncio.

















