Era noite do dia 22 de julho de 2013 quando os primeiros e tímidos flocos de neve começaram a cair em Canoinhas, impulsionados por uma intensa massa de ar polar que havia chegado a Santa Catarina no dia anterior. O que prometia ser apenas mais uma noite de frio rigoroso no Planalto Norte transformou-se em um dos maiores espetáculos da natureza já vistos no município.

Durante a madrugada do dia 23 de julho, a precipitação ganhou força e provocou um acúmulo de neve que superou os 20 centímetros em diversos pontos do município, segundo medições da Defesa Civil Municipal.
Encantamento, estragos e estado de emergência
O cenário de filme que cobriu ruas, praças e telhados encantou milhares de canoinhenses, cujas fotos e vídeos repercutem com nostalgia até hoje. Contudo, o peso do acúmulo do gelo também trouxe transtornos estruturais.
A nevasca provocou o desabamento do ginásio de esportes da Escola Estadual Júlia Zaniolo, localizada no bairro Campo d’Água Verde, além de comprometer galpões industriais e coberturas de revendedoras de veículos. Na época, a prefeitura decretou estado de emergência para gerenciar os prejuízos e prestar assistência aos atingidos.
Um fenômeno raro no estado
A formação de neve com esse nível de intensidade exige uma combinação perfeita e rara de fatores meteorológicos: umidade abundante, nuvens carregadas e a entrada imediata de uma massa de ar extremamente gelada.
Naquele inverno de 2013, o fenômeno foi registrado em 67 municípios catarinenses. Na história recente do estado, a nevasca de 2013 só ficou atrás do histórico evento de 1965, quando o gelo cobriu cerca de 80% do território catarinense.































