Mulher é presa por infanticídio e ocultação de cadáver em SC

Avatar photo
Em depoimento, a mulher confessou que entrou em trabalho de parto em casa, não sabia que estava grávida e que o bebê nasceu sem vida.

LEIA TAMBÉM

 — PUBLICIDADE —
Whatsapp Emecar Canoinhas

Uma mulher de 21 anos foi presa na tarde de terça-feira (18) por infanticídio e ocultação de cadáver em Tubarão, no Sul catarinense. As informações são da Polícia Militar (PM).

A jovem, que não teve sua identidade revelada, deu entrada no Hospital Regional da cidade alegando ter sofrido um aborto espontâneo.

No entanto, durante o atendimento médico, a equipe médica notou sinais de uma gestação completa e acionou a PM para averiguação. Em depoimento, a mulher confessou que entrou em trabalho de parto em casa, não sabia que estava grávida e que o bebê nasceu sem vida. Ela disse ter deixado o corpo do bebê em casa e procurado atendimento médico em seguida.

Namorado enterra o bebê no quintal de casa

As investigações apontaram que o namorado da mulher, um homem de 27 anos, teria conhecimento da gravidez e do parto.

Ele possui diversos registros policiais por crimes como ameaça, tráfico de drogas, furto de energia elétrica, resistência e desacato. Após o parto, o homem teria levado o corpo do bebê para a cidade de Laguna, onde o enterrou no quintal da casa onde reside.

O feto estava envolto em um saco de lixo, enterrado a poucos centímetros da superfície, conforme a Polícia Militar.

Prisões e investigações

A mulher foi presa em flagrante no hospital. O namorado dela também foi preso em Laguna e levado para a delegacia.  A mulher segue internada e será encaminhada para o presídio após receber alta hospitalar.

A Polícia Civil investiga o caso e ainda não divulgou detalhes sobre a motivação do crime. O corpo do bebê foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exames necroscópicos.

Previsto no artigo 123 do Código Penal, o infanticídio é o assassinato do próprio filho pela mãe, durante o parto ou logo após, sob a influência do estado puerperal. A pena nesse caso é reduzida: detenção de 2 a 6 anos.