Santa Catarina registra duas mortes de humanos e 47 de macacos, por febre amarela

O macaco não transmite febre amarela. O vírus é transmitido ao homem pelos mosquitos Aedes aegypti.

Na segunda-feira (6), o último boletim da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que foram confirmadas mais oito mortes de macacos com febre amarela em Santa Catarina, nos seguintes municípios: Jaraguá do Sul, Rio Negrinho, Campo Alegre (2) e Blumenau (4). Com os resultados desses últimos exames, o Estado registra, no total, 47 mortes de primatas por conta da doença em 2020.

Com relação aos casos humanos de febre amarela, SC tem dois óbitos confirmados, um em Indaial e um em Camboriú, em março.

Os dois casos eram de homens que não tinham registro de vacina.

No município de Canoinhas, 14 primatas encontrados mortos tiveram a causa morte como indeterminada, devido ao avançado estado de putrefaçao em que os macacos foram encontrados; 5 mortes continuam em investigação.

No planalto norte, o município de Campo Alegre lidera com o número de macacos encontrados mortos, por suspeita de febre amarela. Já são 116 primatas, sendo que 5 casos foram confirmados, 78 deram resultado indeterminado e 31 estão em investigação.

Outros municípios em que foram encontrados macacos mortos

Irineópolis – 7

Itaiópolis – 26

Mafra – 51

Major Vieira – 1

Monte Castelo – 1

Papanduva – 6

Porto União – 14

São Bento do Sul – 74

Rio Negrinho – 16

Três Barras – 6

Por conta do cenário atual de Santa Catarina, a SES destaca a importância da vacinação contra a febre amarela, única forma de prevenir a doença, e reforça que todos os moradores de SC com mais de nove meses devem ser imunizados. 

A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde. Porém, a SES orienta que a população se informe diretamente no seu município sobre a disponibilidade das doses durante a pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

O QUE É A FEBRE AMARELA?

É uma doença infecciosa febril aguda, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente.

Em ambiente silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus, e os macacos são os principais hospedeiros. 
Os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em contato ou mora próximo às matas e é picada por um mosquito contaminado. No ciclo urbano, o vírus é transmitido ao homem pelos mosquitos Aedes aegypti.

Fonte: DIVE – Diretoria de Vigilância Epidemiológica

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