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Justiça dá 72h para Governo de SC se manifestar sobre lei que proíbe cotas raciais

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Ação popular protocolada por Ana Paula e Décio Lima pede a anulação da norma sancionada pelo governador Jorginho Mello.

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A polêmica sobre o fim das cotas raciais nas universidades estaduais de Santa Catarina chegou ao Poder Judiciário. A juíza Luciana Pelisser Gottardi Trentini estabeleceu o prazo de 72 horas para que o Governo do Estado se manifeste em uma ação popular que busca suspender a nova lei, sancionada nesta sexta-feira (23).

O Conflito Judicial

A ação foi movida pela deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) e pelo presidente do Sebrae, Décio Lima. Eles argumentam que a lei estadual é inconstitucional, pois invade uma competência federal e ignora a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2012, que validou as cotas como instrumento de justiça social.

“Cotas não são privilégios, são instrumentos de justiça social para enfrentar o racismo estrutural”, afirmou Ana Paula Lima.

O que diz a nova Lei (Sancionada em 23/01/2026):

Aprovada pela Alesc, a norma altera drasticamente o ingresso em instituições como a Udesc:

  • O que fica PROIBIDO: Reserva de vagas baseada em critérios raciais (pretos, pardos, indígenas e quilombolas) para estudantes e funcionários (professores e técnicos).
  • O que permanece PERMITIDO: Reservas baseadas em critérios econômicos, para pessoas com deficiência e para alunos egressos da escola pública estadual.
  • Punições: Instituições que descumprirem podem ser multadas em R$ 100 mil por edital e sofrer corte de repasses estaduais.
Argumento da Autoria

O deputado Alex Brasil (PL), autor do projeto, defende que critérios não econômicos colidem com os princípios de isonomia e impessoalidade, gerando distinções que não refletiriam necessariamente desvantagens reais.

Repercussão Nacional

O Ministério da Igualdade Racial classificou a medida como um “retrocesso” e anunciou que acionará a OAB. Especialistas indicam que o caso deve subir rapidamente para o STF, onde será decidido se um estado tem autonomia para negar uma política de inclusão já consolidada nacionalmente.

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