O Exército Brasileiro oficializou a indicação da coronel-médica Claudia Lima Gusmão Cacho para o posto de general-de-brigada, tornando-a a primeira mulher a alcançar o generalato na história da força terrestre.
A promoção, que deve ser ratificada pelo presidente Lula, está prevista para o próximo dia 31 de março. Com este movimento, o Exército deixa de ser a única das três Forças Armadas sem presença feminina no oficialato superior.
A trajetória de Claudia Gusmão começou em 1996 como oficial temporária e consolidou-se em quase três décadas de serviço na área de saúde operacional. Ela já comandou hospitais militares estratégicos em Natal (RN) e Campo Grande (MS).
O anúncio coincide com outro avanço na base da instituição: no dia 2 de março, mais de mil mulheres ingressam pela primeira vez como soldados, após um alistamento recorde de mais de 33 mil candidatas em todo o país.
Presença feminina no comando das Forças Armadas
Embora o Exército seja o último a promover uma mulher ao generalato, as demais forças já possuem pioneiras em seus quadros de comando:
| Força Armada | Pioneira | Posto Alcançado | Ano |
| Marinha | Dalva Maria Carvalho | Contra-Almirante (2 estrelas) | 2012 |
| Aeronáutica | Carla Lyrio Martins | Major-Brigadeiro (3 estrelas) | 2020 / 2023 |
| Exército | Claudia Gusmão Cacho | General-de-Brigada (1 estrela) | 2026 |
Até o momento, o posto de quatro estrelas (General de Exército, Almirante de Esquadra ou Tenente-Brigadeiro), o nível mais alto da carreira, permanece sem representantes femininas em nenhuma das três armas.












