O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quarta-feira (25) que seu ciclo à frente da economia nacional se encerra em março. O desembarque do governo tem um objetivo central: o fortalecimento do PT para as eleições de 2026.
Haddad deve se reunir com o presidente Lula nesta quinta (26) para alinhar se sua despedida ocorrerá antes ou depois da comitiva presidencial aos Estados Unidos para o encontro com Donald Trump.
A saída não é vista apenas como uma baixa técnica, mas como um movimento tático. Haddad é o nome de confiança de Lula para atuar como o principal “arquiteto” da campanha de reeleição do presidente. Além disso, o ministro sofre forte pressão interna do partido para encabeçar uma candidatura própria no maior colégio eleitoral do país, o governo de São Paulo, ou buscar uma cadeira no Senado.
A Transição para 2026
O governo busca transformar a saída de Haddad em um palanque de conquistas econômicas, enquanto prepara o terreno para a sucessão interna:
Continuidade Técnica: A provável promoção de Dario Durigan à Fazenda serve para garantir ao mercado que, embora Haddad vá para a “rua” fazer política, as regras fiscais do governo permanecerão intactas.
Coordenação Eleitoral: Livre das amarras do ministério, Haddad terá mobilidade para costurar alianças e defender o legado econômico de Lula pelo Brasil.
O “Plano B” para SP: Com o PT buscando retomar protagonismo em São Paulo, o nome de Haddad aparece como a opção mais forte da legenda para enfrentar a direita no estado.











