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Mulher sobrevive a tentativa de feminicídio após ser espancada e jogada em rio no Paraná

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Ex-companheiro e dois cúmplices foram presos e indiciados; suspeitos usaram um remo para agredir a vítima antes de lançá-la na água.

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A Polícia Civil do Paraná concluiu o indiciamento de três homens, de 26, 32 e 47 anos, por uma tentativa de feminicídio ocorrida em 17 de fevereiro em Antônio Olinto, no sul do Paraná. O mentor do crime seria o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento. O  casal estava separado há cerca de 20 dias.O caso, que envolveu perseguição, sequestro e agressões brutais, foi detalhado pelas autoridades nesta terça-feira (24).

O crime: Emboscada e crueldade

Segundo o delegado Rafael dos Santos, a vítima foi abordada na rua pelos três suspeitos, colocada à força em um carro e agredida violentamente. Na sequência, o grupo a levou até a margem de um rio, onde a colocaram em um bote. No meio da água, ela foi novamente espancada com um remo de madeira e jogada no rio.

Os agressores acreditavam que a mulher não sobreviveria, pois tinham conhecimento de que ela não sabia nadar. No entanto, em um ato de resistência, ela conseguiu alcançar a margem e pedir socorro.

Prisões e versões conflitantes

O ex-companheiro e um dos cúmplices foram presos em flagrante logo após o crime. O terceiro envolvido foi capturado na última sexta-feira (20) após a Justiça expedir o mandado de prisão preventiva.

  • Negativa: O ex e um dos comparsas negam qualquer envolvimento.
  • Coação: O terceiro preso alegou ter sido obrigado a participar, afirmando que apenas “iluminou a cena com uma lanterna” sob ameaça.

A Polícia Civil, contudo, informou que a investigação e o depoimento da própria vítima desmentem a versão de coação, confirmando a participação ativa dos três no atentado.

Indiciamento

Os três permanecem detidos e responderão por tentativa de feminicídio qualificado, com os agravantes de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Os nomes dos envolvidos não foram liberados para preservar o processo e a segurança da sobrevivente.

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