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Governo propõe subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel para conter alta nos postos

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Medida temporária divide custos entre União e Estados; impacto fiscal é estimado em R$ 3 bilhões até o final de maio.

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BRASÍLIA (DF) – Em resposta à volatilidade do petróleo causada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o Governo Federal propôs uma nova estratégia para estabilizar o preço do diesel importado. A medida, anunciada pelo ministro Dario Durigan, prevê um subsídio direto de R$ 1,20 por litro, custeado meio a meio por Brasília e pelos governos estaduais (R$ 0,60 para cada).

Como funciona o subsídio?

Diferente da isenção de impostos, a subvenção atua como um “desconto” pago pelo poder público diretamente na importação. O objetivo é reduzir o custo de aquisição do combustível no exterior para que o preço final na bomba não dispare.

  • Divisão de custos: R$ 1,5 bilhão da União e R$ 1,5 bilhão dos Estados.
  • Validade: Caráter emergencial até 31 de maio de 2026.
  • Complementaridade: O valor se soma à isenção de PIS/Cofins e ao subsídio federal de R$ 0,32 já anunciado anteriormente.

Resistência dos Estados

A proposta surge após governadores rejeitarem a extinção do ICMS sobre combustíveis, principal fonte de arrecadação estadual. Agora, o governo aguarda uma resposta oficial dos estados nesta sexta-feira (27), durante a reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), em São Paulo.

Crise Internacional

A urgência da medida reflete o clima de tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial. Com o risco de bloqueios na rota devido ao conflito Irã-Israel, o preço da commodity tem sofrido variações bruscas, ameaçando a inflação e o setor de transportes no Brasil.

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