Um conflito crônico entre vizinhos mobilizou a Polícia Militar na noite de sábado (31), na localidade de Rondinha, no interior do município de Papanduva. A guarnição de radiopatrulha foi acionada via Central de Emergências para atender a uma denúncia de perturbação do trabalho ou sossego alheio.
Segundo o histórico policial, uma ocorrência idêntica já havia sido atendida no mesmo endereço poucas horas antes. Logo após a saída da primeira equipe da PM, os envolvidos teriam ligado novamente o aparelho de som em volume excessivamente elevado, desafiando as ordens das autoridades.
Desta vez, quando os policiais chegaram ao ponto indicado, o som alto não foi constatado flagranteiramente. No entanto, o clima na vizinhança estava tenso. Uma moradora local procurou a guarnição para denunciar que estava sendo vítima de represálias.
De acordo com o relato dela, assim que a primeira viatura deixou a localidade, seus vizinhos passaram a proferir ofensas verbais, xingamentos e graves ameaças contra ela e contra a integridade física de sua residência. O motivo do ataque seria a suspeita de que a mulher teria sido a autora da denúncia original que levou a polícia até lá.
Os policiais interrogaram a outra parte envolvida no conflito. Os vizinhos acusados negaram teor de crime nas falas, alegando que não houve ameaças ou injúrias, mas apenas um desentendimento e uma forte discussão verbal mútua entre os moradores daquela rua.
Como os crimes de ameaça e injúria dependem de representação da vítima, a Polícia Militar lavrou o Boletim de Ocorrência e confeccionou um Termo Circunstanciado (TC) no local para os envolvidos. Todos os participantes da confusão foram formalmente orientados, assinaram o documento e assumiram o compromisso legal de comparecer em audiência marcada no Fórum da Comarca de Papanduva para resolver a situação perante o juiz.
Em nota sobre o caso, a Polícia Militar de Santa Catarina reforçou a importância da manutenção de uma convivência pacífica e harmoniosa entre vizinhos, destacando que divergências e situações cotidianas de conflito devem ser solucionadas pelo diálogo ou pelas vias legais, sem o uso de violência ou intimidações.

















