Pesquisadores e cientistas revelaram que as baratas morrem de barriga para cima devido ao comprometimento de seu sistema nervoso e à perda de sustentação mecânica do corpo, e não pelo fato de estarem invertidas.
Um estudo publicado no Journal of Experimental Biology aponta que insetos saudáveis conseguem recuperar a posição normal em cerca de 97% das tentativas usando as pernas, asas e movimentos de rotação. No entanto, quando são afetadas por inseticidas, ferimentos, desidratação ou envelhecimento, elas perdem a coordenação motora para sincronizar os membros e acabam presas de costas até a morte.
O impacto dos inseticidas
Os produtos químicos utilizados no combate a pragas domésticas são os principais indutores desse comportamento. As substâncias presentes nos inseticidas interferem diretamente nos neurotransmissores dos insetos, desencadeando:
- Espasmos e convulsões: Movimentos desordenados que fazem o animal capotar frequentemente.
- Perda do controle motor: Incapacidade técnica de contrair os músculos de forma útil para desvirar.
- Tombamento por gravidade: Sem a sustentação firme das patas na superfície, o centro de gravidade faz o peso concentrar-se na parte superior (dorso), forçando o corpo a tombar de costas.
Mecanismo de defesa ineficaz
Segundo informações divulgadas pelo portal de divulgação científica Live Science, a anatomia da barata exige um alto nível de força e coordenação nas pernas para balançar o corpo e gerar o impulso necessário para retornar à posição padrão.
Uma vez debilitada e virada para cima, a barata fica completamente vulnerável a predadores e impedida de buscar água ou alimento, o que acelera a sua morte física na mesma posição em que caiu.




