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Itamaraty confirma morte de brasileiros em terremotos na Venezuela; mais de 40 mil vítimas estão desaparecidas

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Os dois terremotos, de magnitude de 7,5 e 7,2, causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 km de Caracas, capital do país. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras edificações desabaram.

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou, nesta quinta-feira (25), o falecimento de dois brasileiros em decorrência dos terremotos que devastaram a Venezuela na última quarta-feira (24).

Enquanto o balanço oficial de mortes alcançou 188 pessoas e mais de 1.500 hospitalizados, grupos da sociedade civil relatam mais de 40 mil desaparecidos, elevando a preocupação quanto à real dimensão da catástrofe.

As vítimas brasileiras não eram da mesma família e perderam a vida em desabamentos distintos. Uma das mortes foi confirmada em Caracas, enquanto a outra circunstância ainda é apurada.

A gravidade da situação, somada à precariedade das construções na região de La Guaira — a mais atingida pelos tremores de magnitude 7,5 e 7,2 —, fundamenta as estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que projeta um cenário de 10 mil a 100 mil mortes.

Em resposta, o governo brasileiro mobilizou uma missão humanitária que parte na manhã desta sexta-feira (26). A bordo de um avião KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), uma equipe composta por 36 bombeiros (de SP, MG e PR), quatro técnicos da Defesa Civil Nacional e quatro técnicos da Anatel transportará nove toneladas de equipamentos para operações de busca e resgate.

Os tremores, que deixaram rastro de destruição a 160 km de Caracas, foram sentidos inclusive em cidades do Norte do Brasil, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá.

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