O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua agenda oficial de campanha antes do primeiro turno das Eleições 2026 neste sábado (3), com uma caminhada no centro de São Paulo. Inicialmente prevista para a Avenida Paulista, a mobilização precisou ser transferida para a Rua Augusta devido a restrições impostas pelas autoridades para a realização do evento na via principal.
Durante a concentração, a Polícia Militar orientou a retirada dos caminhões de som que estavam posicionados no local. Integrantes da campanha do PT relataram que motoristas dos veículos foram informados de que poderiam ser detidos caso permanecessem no local.
A primeira-dama, Janja da Silva, criticou a alteração do percurso e direcionou declarações ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), afirmando que pretende retornar à Avenida Paulista para comemorar em caso de vitória no pleito.
Discurso, aliados e críticas à oposição
O ato reuniu importantes aliados políticos da coligação, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT), as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro Guilherme Boulos.
Em seu discurso de encerramento, o petista enfatizou a polarização da disputa eleitoral. Classificou a votação de domingo como uma escolha onde “de um lado tem a democracia e a soberania, do outro, a barbárie”.
Citou o caso Master e mencionou investigações envolvendo fraudes na Previdência, associando as irregularidades à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e reforçou o apelo para que eleitores com mais de 70 anos — cujo voto é facultativo — compareçam às urnas neste domingo.

