Dois terremotos atingiram a costa da Venezuela no início da noite desta quarta-feira (24), provocando destruição extensa e pânico em Caracas e na região de Morón, estado de Carabobo. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os fenômenos tiveram magnitudes de 7,5 e 7,2 e ocorreram com um intervalo de apenas 40 segundos entre si.

Os epicentros foram registrados na região de Morón, mas a força dos tremores foi sentida intensamente na capital, Caracas, onde moradores correram para sair dos edifícios enquanto o terremoto sacudia prédios. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram construções danificadas, nuvens de poeira e cenas de desespero nas ruas das áreas atingidas.
O USGS emitiu um alerta vermelho através de seu sistema Pager, indicando uma alta probabilidade de desastre generalizado. O órgão estima que o impacto dos sismos pode resultar em um número de mortos entre 10 mil e 100 mil pessoas.
Em comunicado oficial, a agência alertou que “altas vítimas e danos extensos são prováveis”, ressaltando que a magnitude do desastre pode exigir uma resposta nacional ou internacional.
Edifícios por toda Venezuela estão em risco de desabamento, diz governo
Forças de segurança foram mobilizadas em todo o país para responder a emergências, “já que muitas estruturas estão em risco de desabamento”, segundo o Ministério da Comunicação e Informação.
O governo autorizou o corte do fornecimento direto de gás em alguns edifícios “como medida preventiva”, enquanto as autoridades avaliam as estruturas danificadas, acrescentou o ministério em um comunicado.
“Altas vítimas e danos extensos são prováveis, e o desastre provavelmente é generalizado”, afirmou o USGS.
As autoridades não forneceram imediatamente estimativas de mortos ou feridos. “Alguns edifícios caíram (em Caracas), casas desabaram”, disse o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em uma rede de televisão estatal.
A Venezuela está situada em uma região tectonicamente ativa, onde a Placa do Caribe colide com a Placa Sul-Americana.














