tres_barras

Condenado por crime que chocou Canoinhas é recapturado após fugir da prisão

Avatar photo
Condenado pela morte de Alexandre da Cruz, homem cumpria pena no Presídio de Jaraguá do Sul e foi localizado em uma residência em Canoinhas pela Agência de Inteligência do 3º BPM.

LEIA TAMBÉM

A Polícia Militar de Santa Catarina, por meio de uma operação integrada das guarnições do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) e da Agência de Inteligência da PMSC, recapturou na manhã deste domingo (9), John Lennon Moreira Alves, que se encontrava foragido do sistema prisional.

A prisão ocorreu após o levantamento de informações estratégicas indicando que o foragido estaria escondido em um imóvel no município de Canoinhas.

John Lennon cumpre pena de 30 anos no Presídio Regional de Jaraguá do Sul pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio decorrentes do assassinato de Alexandre da Cruz, ocorrido em fevereiro de 2014. Na ocasião do crime, registrado na saída da casa de eventos Vila Multishow, em Canoinhas, o autor foi expulso do estabelecimento após se envolver em uma briga e retornou ao local armado em um veículo, acompanhado de um comparsa, para efetuar os disparos.

Após ser abordado e ter a ordem de recaptura confirmada pelos policiais no local do cerco neste domingo, John Lennon foi conduzido e entregue na Unidade Prisional Avançada (UPA) de Canoinhas, onde permanece à disposição da Justiça.

Relembre o crime

Um dos episódios de maior repercussão na área de segurança pública em Canoinhas voltou ao centro das atenções com a recente movimentação policial na cidade. O crime ocorreu na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2014, durante uma festa no estabelecimento conhecido como Vila Multisshow, localizado às margens da BR-280, resultando na morte de Alexandre da Cruz, de 21 anos, além de ferir outras duas pessoas.

A confusão teve início no interior do estabelecimento, quando John Lennon Moreira Alves, então com 18 anos, acabou expulso pelos seguranças após se envolver em um tumulto.

Do lado de fora da casa noturna, um novo conflito foi registrado, desta vez com a participação de Patrick da Silva, na época com 29 anos, contra outros frequentadores e a equipe de segurança do local.

Embora uma amiga tenha tentado intervir pedindo para que John Lennon deixasse o local, o jovem fingiu ter se acalmado e, ao se afastar, proferiu ameaças verbais aos seguranças. Na sequência, John Lennon embarcou no banco de passageiro de um veículo Volkswagen Golf de cor verde, conduzido por Patrick. O motorista realizou o contorno na rótula próxima ao estabelecimento e retornou em baixa velocidade em frente à casa noturna.

Nesse momento, John Lennon projetou metade do corpo para fora da janela do automóvel e efetuou ao menos quatro disparos de arma de fogo em direção aos frequentadores.

Um dos projéteis atingiu a cabeça de Alexandre da Cruz, que faleceu em virtude de traumatismo cranioencefálico, enquanto outros dois disparos atingiram mais duas vítimas que acompanhavam o evento. A Polícia Militar agiu rapidamente e efetuou a prisão em flagrante de John Lennon logo após o ataque. Os seguranças, que seriam os alvos do ataque, não foram atingidos.

Em janeiro de 2015, após um julgamento perante o Tribunal do Júri que se estendeu por aproximadamente 18 horas, os dois envolvidos foram condenados a cumprir pena em regime fechado, atendendo aos pedidos do Ministério Público de Santa Catarina.

John Lennon Moreira Alves recebeu a pena de 30 anos e 12 dias de reclusão, tendo sua conduta social avaliada negativamente devido ao histórico de envolvimento em brigas na cidade – e já havia sido condenado por atos infracionais por roubo e tentativa de homicídio – enquanto Patrick da Silva foi condenado a 18 anos, 10 meses e 24 dias de prisão pela participação no crime.

A pena exemplar imposta aos réus atendeu ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). Na denúncia oferecida à Justiça, foi narrada a existência de três qualificadoras, sendo elas: meio que resultou em perigo comum, já que várias pessoas foram colocadas em risco naquela noite; recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, já que foram atingidas de surpresa; e, motivo torpe caracterizado pela vingança.

As qualificadoras foram consideradas pelo Júri, que condenou John Lennon aos crimes de homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo. Já Patrick respondeu por homicídio e tentativa de homicídio.

Notícia Anterior

POLÍCIA
Motorista recusa abordagem, ameaça PMs e é contido com spray de pimenta em Canoinhas

Próxima Notícia

TRÂNSITO
Grave colisão mata dois pais e dois filhos no Dia dos Pais no Paraná

VOCÊ VIU?