A possibilidade de uma nova elevação expressiva nas águas do Rio Canoinhas mobilizou a Câmara de Vereadores na sessão desta semana.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Adilson Bueno, ocupou a tribuna do Legislativo a convite dos parlamentares para detalhar o plano de contingência do município frente aos volumes pluviométricos superiores a 110 milímetros previstos para a região.
Bueno destacou a reestruturação dos protocolos de atendimento e garantiu que o município está preparado para responder a eventuais emergências. Entre as prioridades fixadas pela Secretaria de Ação Social está o mapeamento prévio e o atendimento prioritário a famílias com pessoas acamadas que residem em áreas suscetíveis a alagamentos.
Centralização da informação e cadastro de voluntários
A comunicação oficial com a população durante o período de instabilidade será centralizada pela Assessoria de Imprensa do Município e replicada nos canais oficiais da Prefeitura e em linha direta via WhatsApp da Defesa Civil.
Em resposta a questionamentos sobre a organização de auxílio comunitário — ressaltando episódios de enchentes anteriores em que o trânsito desordenado de máquinas causou danos à infraestrutura de energia e residências —, Bueno explicou que a Defesa Civil mantém um cadastro prévio de voluntários para mapear habilidades e organizar o apoio de forma segura.
O cadastramento deve ser efetuado mediante o preenchimento de dois formulários digitais oficiais: o Formulário de Cadastro de Novos Voluntários e o Questionário de Perfil e Disponibilidade.
Licenciamento da dragagem do Rio Canoinhas
Outro ponto central dos debates foi a obra de dragagem do Rio Canoinhas. Questionado sobre os recursos anunciados pelo Governo do Estado de aproximadamente R$ 13 milhões, o coordenador explicou que a intervenção aguarda a conclusão dos trâmites de licenciamento ambiental sob responsabilidade do município de Três Barras.
A estimativa é de que a obra exija o descarte de um volume de sedimentos equivalente a 20 estádios de futebol, demandando inclusive a aquisição de área específica para o depósito do material.
Segundo a coordenação, nenhum valor foi repassado aos cofres municipais até o momento, e a expectativa técnica é de que o início dos trabalhos ocorra no início de 2027.
Abrigos públicos
Nesta quinta-feira (10), Prefeitura Municipal informou que os abrigos públicos não foram abertos ainda. As famílias que já precisaram deixar suas casas não quiseram ir para abrigos da prefeitura. Optaram por irem para a casa de familiares.
“Nós estamos prontos para atender as pessoas assim que houver a necessidade. A estrutura está preparada para ser acionada caso seja necessário retirar mais pessoas de áreas de risco”, informou o município, em nota.
Além disso, as famílias que precisaram deixar suas casas por causa dos alagamentos e estão temporariamente na residência de parentes devem procurar o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) mais próximo para fazer o cadastro junto à Secretaria de Assistência Social.
O registro permite que o município identifique as famílias atingidas e conheça as necessidades de cada uma. Caso seja decretada situação de emergência, a Secretaria de Assistência Social poderá providenciar ajuda humanitária, como alimentos e outros itens de apoio, conforme a necessidade.






























