Flávio Bolsonaro participou da Festa do Peão de Barretos em 22 de agosto de 2026 como candidato à Presidência e acabou virando alvo de uma investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposto abuso de poder econômico. A coligação do presidente Lula (PT) acionou a Justiça Eleitoral contra Flávio e seu vice.
A acusação aponta que o evento funcionou como um comício eleitoral disfarçado (“showmício”) com uso de estrutura paga por terceiros.
Segundo a petição, Flávio Bolsonaro teria ocupado o palco principal do evento — custeado pela associação “Os Independentes” e patrocinado por diversas empresas privadas — para proferir discurso político diante de um público estimado em 60 mil pessoas.
A acusação alega que o uso da estrutura sem contrapartida financeira equivale a financiamento empresarial indireto de campanha, prática vedada pela legislação e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A representação aponta ainda violação à Lei das Eleições pelo uso de estádio para propaganda eleitoral, destacando o impacto ampliado da transmissão nas redes sociais. A coligação petista solicita a cassação dos registros de candidatura e a declaração de inelegibilidade de Flávio e Alfredo Gaspar por oito anos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou o processamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. O ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, considerou preenchidos os requisitos formais de admissibilidade e concedeu o prazo de cinco dias para a defesa do candidato do PL.
A decisão do corregedor ocorre no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro ingressou com pedido de cassação da chapa de Lula devido ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval.













