O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) protocolou nesta terça-feira (8), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra a chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
O processo pede a cassação do registro de candidatura da chapa e a declaração de inelegibilidade de Lula. Segundo integrantes da campanha do PL, a peça inaugura uma série de medidas jurídicas programadas para o período eleitoral.
A petição sustenta que o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro na Marquês de Sapucaí sob o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, caracterizou benefício eleitoral indevido e quebra de paridade de armas na disputa de 2026.
A defesa de Flávio argumenta na peça que o caso representa o “maior uso da máquina pública em favor de uma candidatura na história democrática do país”.
Conforme a acusação, o problema central reside no suposto direcionamento e financiamento com verbas estatais para a projeção da imagem do presidente em ano eleitoral.
A ação aponta o repasse de aproximadamente R$ 9,65 milhões em recursos públicos à agremiação — englobando aportes das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, do governo estadual e da Embratur (que teria destinado R$ 1 milhão).
A peça cita ainda a captação de R$ 2,5 milhões junto ao setor privado, atribuída à primeira-dama Janja da Silva, pedindo o aprofundamento das investigações sobre essas doações ao longo da instrução processual.














