A conta de luz continuará com a bandeira tarifária amarela no mês de setembro em todo o país, conforme anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A medida aplica-se a todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e mantém a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Este é o quinto mês consecutivo em que a sinalização permanece na cor amarela. A decisão é justificável pelo período de estiagem no país, que reduziu o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e exigiu o acionamento de usinas termelétricas — fonte de geração com custo operacional significativamente mais alto. Diante desse cenário, a agência reguladora reforça a orientação para o uso consciente da energia elétrica.
Impacto duplo para os catarinenses
Em Santa Catarina, o impacto no bolso do consumidor é ainda maior. Além da manutenção da bandeira amarela em âmbito nacional, as contas de luz no estado já estão mais caras desde o dia 22 de agosto.
A diretoria colegiada da Aneel aprovou a Revisão Tarifária Periódica da Celesc Distribuição, definindo um reajuste com efeito médio de 10,82% nas tarifas cobradas pela concessionária catarinense.
Com isso, os clientes da Celesc passam a acumular o reajuste tarifário anual próprio da distribuidora com a taxa extra referente às condições de geração do sistema nacional.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015, o mecanismo reflete mês a mês as oscilações nos custos da geração de energia no Brasil:
- Bandeira Verde: Condições favoráveis de geração. Não há cobrança de taxa extra.
- Bandeira Amarela: Condições menos favoráveis. Acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
- Bandeira Vermelha (Patamar 1): Condições custosas de geração. Acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh.
- Bandeira Vermelha (Patamar 2): Condições muito custosas. Acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh.





