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Flávio Bolsonaro diz que respeitará resultado das eleições e promete anistia em entrevista ao Jornal Nacional

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Candidato do PL também negou tentativa de golpe no governo do pai e defendeu financiamento privado de filme sobre Jair Bolsonaro.

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O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (28), durante entrevista ao Jornal Nacional, que pretende respeitar o processo eleitoral e o resultado das eleições. Questionado, porém, se manteria a mesma posição caso fosse derrotado nas urnas, o candidato não respondeu diretamente.

“Vou respeitar o processo eleitoral e resultado das eleições”, afirmou Flávio. Em seguida, declarou: “Vou ser presidente da República com essas regras”.

Durante a entrevista, o candidato também negou que tenha ocorrido uma tentativa de golpe de Estado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e afirmou que pretende conceder anistia a envolvidos nos episódios relacionados à tentativa de ruptura institucional.

Flávio chama tentativa de golpe de “farsa”

Ao ser questionado sobre a tentativa de golpe contra a democracia, Flávio Bolsonaro classificou o episódio como uma “farsa armada para tirar o presidente Bolsonaro da vida pública”.

O candidato voltou a defender a versão de que Jair Bolsonaro estava nos Estados Unidos em janeiro de 2023. Flávio também afirmou que pretende promover mudanças para garantir o que chamou de “segurança jurídica” e criticou integrantes do Supremo Tribunal Federal.

A proposta de anistia foi apresentada pelo candidato como uma das medidas que pretende adotar caso seja eleito.

Candidato é questionado sobre filme “Dark Horse”

Outro tema abordado durante a entrevista foi o financiamento do filme Dark Horse, relacionado à trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro não detalhou a prestação de contas da produção e afirmou que não cabe a ele divulgar os termos do contrato firmado para o financiamento do longa.

Questionado pela jornalista Renata Vasconcellos sobre quando tornaria público o contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio afirmou que não firmou contrato com ninguém.

“Não firmei contrato com ninguém”, disse. Segundo o candidato, sua participação no projeto teria sido autorizar o uso da própria imagem e captar investidores.

“A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem e captar investidores. O contrato não cabe a mim”, afirmou.

Flávio nega irregularidades no financiamento

Ao falar sobre os recursos utilizados na produção, Flávio Bolsonaro afirmou que os valores recebidos de Vorcaro foram um patrocínio privado e negou qualquer utilização de dinheiro público.

“Não tem nada de errado em um filho buscar um financiamento privado para o próprio pai”, declarou. O candidato também afirmou que não houve utilização de recursos da Lei Rouanet e que não existiria qualquer irregularidade no filme.

Flávio disse ainda que o banqueiro atuou como investidor e que não houve contrapartida. “Foi de boa fé, não tem nada de ilegal, está tudo correto”, declarou.

Questionado sobre a ausência de divulgação do contrato, Flávio afirmou que uma perícia teria concluído que não houve utilização de dinheiro público e que todos os recursos foram destinados à produção do filme.

Ele também afirmou que a produtora responsável pelo longa apresentou a prestação de contas à Polícia Civil de São Paulo.

PF investiga destino dos recursos

A Polícia Federal apura se os valores enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro foram efetivamente destinados à produção do filme.

Uma das suspeitas mencionadas no contexto das investigações é a possibilidade de os recursos terem sido utilizados para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Eduardo nega essa hipótese.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro não foi questionado especificamente sobre essa suspeita.

Adriano da Nóbrega

Outro momento de destaque da entrevista ocorreu quando Flávio Bolsonaro foi questionado sobre uma homenagem concedida, há mais de 20 anos, a Adriano da Nóbrega, apontado como líder do chamado Escritório do Crime, grupo de milicianos investigado no Rio de Janeiro.

Flávio afirmou que, na época da homenagem, Adriano era considerado um policial exemplar e ainda não era acusado de envolvimento em homicídios.

“Essa homenagem foi feita há mais de 20 anos, no momento em que ele era um policial reconhecido, ele não tinha feito nada de errado nessa época”, afirmou.

O candidato também disse que a homenagem ocorreu em defesa dos bons policiais e da instituição policial. Segundo Flávio, quando concedeu a homenagem, Adriano da Nóbrega estava preso e, posteriormente, teria sido absolvido daquela acusação.

Entrevista concentrou-se em temas do passado

Ao longo da sabatina, grande parte das perguntas esteve relacionada a episódios do passado envolvendo Flávio Bolsonaro, seu pai, Jair Bolsonaro, declarações de integrantes da família e questões relacionadas ao financiamento do filme.

As propostas e planos de governo do candidato tiveram espaço mais limitado durante a entrevista, que foi concentrada principalmente em temas políticos, judiciais e controvérsias envolvendo sua família e sua atuação anterior.

*Em atualização

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