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Igrejas acolhem famílias desabrigadas pela cheia do Rio Canoinhas

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Emprego do Plano de Contingência garantiu acolhimento na comunidade São Francisco e na Assembleia de Deus, preservando as aulas na rede municipal de ensino.

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As famílias que precisaram deixar suas residências em razão da elevação do nível do Rio Canoinhas continuam recebendo suporte e acolhimento em estruturas organizadas no município. Atualmente, 17 pessoas estão abrigadas na comunidade São Francisco e na igreja Assembleia de Deus, ambas localizadas no bairro Campo d’Água Verde.

O acolhimento nesses locais faz parte de um planejamento prévio coordenado pela Prefeitura de Canoinhas em parceria com instituições religiosas locais. Em julho deste ano, o Executivo formalizou termos de cooperação com as igrejas que integram a rede oficial de abrigos, após vistoria prévia das instalações pelas equipes técnicas.

“Os espaços foram vistoriados pelas equipes municipais e, em julho, o município formalizou termos de apoio e ajuda com as igrejas que integram a rede de abrigos. Não conseguimos impedir uma enchente, mas podemos nos preparar para proteger as famílias e manter os serviços essenciais funcionando”, afirmou a prefeita Zenilda Lemos.

Escolas permanecem com aulas normais

A definição dos locais integra o Plano de Contingência de Canoinhas, revisado e aprovado pelo Grupo de Resposta e Ações Coordenadas (GRAC). O documento prevê um total de nove abrigos cadastrados no município — incluindo um espaço adaptado especificamente para o atendimento de pessoas acamadas.

De acordo com a administração municipal, as unidades escolares são mantidas apenas como alternativa secundária para cenários de extrema gravidade:

“As escolas são o plano B. No atual cenário de emergência, as unidades de ensino permanecem destinadas às aulas, sem a necessidade de transformá-las em espaços de acolhimento”, reiterou a prefeita.

Prevenção e visitas preventivas às áreas de risco

A mobilização das equipes municipais iniciou antes do aumento do volume do rio. Em maio, servidores do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) realizaram visitas preventivas de casa em casa em 286 imóveis de áreas historicamente afetadas, como os locais atingidos na enchente de 2023, orientando moradores e inquilinos a acompanharem os alertas meteorológicos.

“Preparar a família antes da emergência também é uma forma de proteção. A orientação ajuda o morador a tomar uma decisão com mais segurança”, explicou o secretário de Assistência Social, Vilson do Nascimento.

Além do trabalho orientativo, intervenções urbanas preventivas — como a limpeza e desobstrução de valas e valetas na região da Vila Verde — contribuíram para conter o avanço imediato das águas e adiar a necessidade de evacuação de diversas famílias.

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