A Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas, por meio da Vigilância Epidemiológica, confirmou o registro do primeiro caso importado de dengue no município, além da identificação de 105 focos do mosquito Aedes aegypti.
A intensificação do volume de chuvas, impulsionada pela influência do fenômeno El Niño, acendeu o sinal de alerta nas equipes de saúde para evitar a proliferação do vetor da dengue, zika e chikungunya.
Para conter o avanço do inseto, o setor de Combate às Endemias iniciou a aplicação preventiva de um inseticida residual. A operação tem caráter contínuo e abrange locais com alto potencial de reprodução e presença do mosquito, incluindo prédios públicos, estabelecimentos comerciais, ferros-velhos e outros pontos mapeados tecnicamente.
Tecnologia de proteção e segurança
O produto utilizado segue as diretrizes metodológicas mais recentes do Ministério da Saúde. Segundo a equipe técnica, a aplicação cria uma barreira de proteção nos ambientes tratados sem oferecer riscos à população quando manuseado de acordo com as normas.
“O produto é seguro para as pessoas quando utilizado conforme as recomendações técnicas. Ele forma uma película protetora que permanece ativa por até quatro meses, eliminando os mosquitos adultos que entram em contato com as superfícies tratadas”, explica a bióloga Cristina Brandes Grosskopf, do setor de Combate às Endemias do município.
Acúmulo de água e apoio da comunidade
Com o aumento das precipitações pluviométricas, cresce o risco de acúmulo de água parada em recipientes expostos, como pneus, calhas, garrafas e vasilhames descartáveis, cenários propícios para a postura de ovos do mosquito.
A Vigilância Epidemiológica reforça que as ações governamentais precisam ser acompanhadas pelo empenho diário dos moradores na vistoria de suas propriedades.
“O controle do mosquito depende da participação dos moradores. Eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água fechadas e verificar possíveis criadouros dentro dos imóveis e nos arredores são cuidados essenciais para evitar a proliferação do inseto”, alerta a bióloga.





















