Em uma tentativa de reorganizar o grupo político e reformular o tom da campanha para o segundo turno das Eleições 2026, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva endureceu a fala sobre a pauta da segurança pública nesta quarta-feira (7).
Durante reunião em Brasília com integrantes da bancada do PT e novos parlamentares eleitos — entre eles Anielle Franco (PT-RJ), Ana Elisa (PT-MG), Jones Manoel (PSOL-PE) e Renato Freitas (PT-PR) —, o petista lançou uma nova diretriz de comunicação:
“Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente”, declarou o presidente.
Lula reafirmou a defesa da PEC da Segurança Pública para ampliar o papel da União na área e rebateu propostas do adversário Flávio Bolsonaro (PL). A coordenação petista passou a destacar nas redes sociais que o atual governo já aprovou o aumento de penas para líderes de facções (de 20 a 40 anos de prisão) por meio da Lei Antifacção, além de explorar as ligações da família do rival com milicianos no Rio de Janeiro.
Autocrítica sobre o 1º turno e pressão por mudanças no comando
Ao lado do coordenador de campanha e presidente do PT, Edinho Silva, Lula fez uma avaliação direta sobre o desempenho inicial da disputa:
“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”.
A declaração ocorre em meio a intensas cobranças de alas internas pela troca de rumos no comitê eleitoral. Aliados defendem maior participação de nomes moderados como Camilo Santana (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) nas decisões, além de criticar o tom morno das propaganda veiculadas no primeiro turno.
Há também cobrança por uma presença digital mais ágil, incentivando o presidente a adotar formatos populares como vídeos em estilo selfie e apelos de mobilização direta nas ruas.






















