Em meio a pandemia de covid, Guiné declara surto de ebola no país

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O ebola é uma doença infecciosa altamente contagiosa que chega a ter taxa de mortalidade de até 90%. Foto: Goran Tomasevic/2018/Reuters

AGÊNCIA BRASIL – A Guiné, na África Ocidental,  declarou hoje (14) um novo surto de ebola, após registrar pelo menos três mortes e quatro pessoas doentes no sudeste do país. O vírus provoca hemorragias intensas, falência de órgãos e pode levar à morte.

O ebola infecta humanos por meio do contato próximo com animais contaminados, como chimpanzés, morcegos frugívoros e antílopes da floresta.

Esta é a primeira vez que a doença reaparece desde o pior surto de ebola no mundo, entre 2013 e 2016.

Os sete pacientes manifestaram sintomas como diarreia, vômitos e sangramentos após participarem de um velório na subprefeitura de Goueke. 

Os que não padeceram da doença foram isolados em centros de tratamento, segundo o Ministério da Saúde local.

Não ficou claro se a pessoa velada no dia 1º de fevereiro também morreu em razão do ebola. Ela era enfermeira num centro de saúde local e morreu após contrair uma doença não especificada. A paciente chegou a ser transferida para tratamento em Nzerekore, cidade próxima da fronteira com a Libéria e a Costa do Marfim.

“Diante desta situação e de acordo com os regulamentos internacionais de saúde, o governo da Guiné declara uma epidemia de ebola”, disse o ministro da Saúde, Remy Lamah, por meio de comunicado.

O surto de ebola registrado entre 2013 e 2016 na África Ocidental começou em Nzerekore. A proximidade às movimentadas fronteiras dificultou os esforços para conter o vírus. 

No total, a doença matou pelo menos 11.300 pessoas, sendo a maior parte dos casos identificados na Guiné, na Libéria e em Sierra Leoa.

A OMS explicou que a ocorrência esporádica de casos individuais após um grande surto não é incomum. Apesar disso, a diretora-geral da OMS para a África, Matshidiso Moeti, expressou preocupação com as mortes na Guiné. 

Pelo Twitter, ela disse que a OMS está “aumentando os esforços de prontidão e resposta para esse ressurgimento potencial” do ebola na África Ocidental.

*Com informações da agência Reuters.

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