‘Cortei um pedaço dele e cozinhei’, diz homicida canibal preso na Rússia

Nikolayev é conhecido pelo canibalismo e por vender carne humana dizendo que era de canguru.

Preso há 30 anos, o assassino russo Vladimir Nikolayev afirmou ter dado carne humana para seus amigos dizendo que a peça se tratava de um “animal exótico”.

Segundo o portal Daily Star, uma série de documentários sobre a prisão de segurança máxima conhecida como “Black Dolphin” revelou detalhes sobre Vladimir. 

Nikolayev, conhecido como homicida canibal, cometeu seu primeiro crime em 1980, quando estava bêbado e se envolveu em uma briga. Na época, o criminoso levou a vítima para o banheiro e a cortou em pedaços.

Em entrevista, o criminoso revelou que teve a “curiosidade” de provar a carne da vítima. “Cortei um pedaço dele e cozinhei. Experimentei, não gostei. Então, piquei e assei”, contou.

Achando os resultados dessa experiência culinária satisfatórios, ele continuou utilizando a carne de suas vítimas como alimento.

Nikolayev distribuiu a carne para conhecidos e chegou a vender cerca de cinco quilos, em um mercado aberto, dizendo aos compradores que se tratava de carne de canguru.  

O estratagema foi descoberto quando algumas pessoas que comeram o produto suspeitaram do sabor e o submeteram a um médico. Após a análise, descobriu-se que a carne continha sangue humano.

Vladimir Nikolayev foi preso e confessou pouco depois. Os investigadores vasculharam seu apartamento, onde encontraram restos humanos e uma banheira fortemente manchada.

Em 1997 foi condenado à pena de morte pelos seus crimes, porém em 1999, por decreto presidencial, teve sua sentença mudada para prisão perpétua, agradando os familiares das vítimas, que preferem acreditar que ele sofrerá mais se permanecer atrás das grades.

Nikolayev afirmou que, embora seja contra a idéia da pena de morte , ele prefere isso para si mesmo, em vez de continuar a viver na prisão pelo resto de sua vida. 

Em 2001, ele foi transferido para a Prisão IK-6 Black Dolphin, conhecida como a prisão mais temida do mundo, localizada entre a Rússia e o Cazaquistão.

Operada pelo Serviço Penitenciário Federal do país, ela detém hoje criminosos como terroristas, canibais, pedófilos, maníacos e assassinos.

Aos prisioneiros só são permitidas leituras de livros e jornais, embora tenham permissão para portar um rádio. Quanto a comida, apenas sopa e pão são servidos, quatro vezes por dia. O ‘cardápio’ nunca muda.

Black Dolphin já foi comparada ao sistema de gulag (campos de trabalhos forçados para criminosos), da antiga União Soviética. A administração do local é tão “linha-dura”, que os presos por vezes se mutilam em forma de protesto.

No entanto, embora tenham havido rumores sobre o abuso de presos e falta de conduta apropriada na penitenciária, a maior parte feitas por ativistas dos Direitos Humanos, não há relatórios ou reclamações confirmadas.

A história de Vladimir Nikolayev também foi apresentada em documentário da National Geographic denominado ” Russia’s Toughest Prisons “. 

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