O governo da Alemanha iniciou um debate que pode mudar drasticamente o acesso à internet para os jovens no país. O partido do chanceler Friedrich Merz, a União Democrata Cristã (CDU), estuda a viabilidade de proibir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 16 anos.
A medida, inspirada na legislação pioneira adotada pela Austrália em 2025, visa combater efeitos negativos como o cyberbullying, o assédio sexual online e a exposição precoce a notícias falsas.
Segundo Dennis Radtke, dirigente da CDU, as plataformas digitais evoluíram mais rápido que a educação digital, tornando-se espaços perigosos para quem ainda não tem maturidade para processar certos conteúdos.
Divergências no Governo
Apesar do apoio da ala conservadora, a proposta enfrenta resistência de parceiros de coalizão. O Partido Social-Democrata (SPD) argumenta que uma proibição total pode excluir os jovens de espaços de participação e formação de opinião. Para o SPD, a solução ideal seria endurecer as regras para as plataformas, limitando algoritmos agressivos em vez de banir os usuários.
Próximos passos
A proposta será um dos temas centrais do congresso nacional da CDU, marcado para os dias 20 e 21 de fevereiro. O objetivo é estabelecer uma idade mínima obrigatória com verificação rigorosa para redes como TikTok, Instagram e Facebook. “As crianças têm direito à infância e precisam ser protegidas do ódio e da violência digital”, declarou o secretário-geral do partido, Carsten Linnemann.






