O cenário político de Santa Catarina sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (4). A deputada federal Carol de Toni, atual líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado, anunciou sua saída do PL após ser comunicada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, de que não terá legenda para concorrer à Câmara Alta.
A ordem de Bolsonaro
A decisão de barrar Carol de Toni teria partido diretamente do ex-presidente Jair Bolsonaro, que exigiu a vaga para o filho, Carlos Bolsonaro. A segunda vaga da chapa será reservada a um indicado da federação entre União Brasil e PP, como parte de uma articulação para evitar que esses partidos migrassem para a oposição ao governo Jorginho Mello.
Carlos Bolsonaro (PL), trocou de domicílio eleitoral para a disputa pelo estado catarinense. O filho 02 do ex-presidente da República renunciou ao cargo de vereador no Rio de Janeiro e mudou para Santa Catarina no final de 2025.
Racha na Direita e o destino de Amin
A manobra expõe um racha profundo no campo conservador catarinense:
- Esperidião Amin (PP): Com a saída de Carol, o atual senador ganha caminho livre para tentar a reeleição pela federação.
- João Rodrigues (PSD): O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo observa o movimento, já que União Brasil e PP ameaçavam se aliar a ele caso o PL não cedesse a vaga ao Senado.
- Divisão Familiar: O caso também mostra uma divergência interna na família Bolsonaro, já que Michelle Bolsonaro apoiava abertamente Carol de Toni, indo contra a articulação de Flávio Bolsonaro.
Próximos passos
A deputada Carol de Toni ainda não anunciou seu novo partido, mas confirmou que manterá a candidatura ao Senado por outra sigla. A decisão do PL nacional descumpre um acordo prévio do diretório estadual, que já havia garantido o nome da deputada na chapa.











