O juízo de uma vara criminal da região Oeste de Santa Catarina condenou um agricultor a 58 anos, oito meses e 13 dias de prisão em regime fechado.
Ele foi considerado culpado pelos crimes de estupro de vulnerável, ameaça, descumprimento de medida protetiva e produção de conteúdo pornográfico infantil contra suas duas sobrinhas, de 7 e 10 anos na época dos fatos.
O caso
Os abusos vieram à tona em 2025, logo após o casal de tios ter recebido a guarda oficial das irmãs. A denúncia foi feita pela própria esposa do réu, assim que as crianças relataram o que acontecia na residência.
- Flagrante no quarto: A menina de 10 anos encontrou o celular do tio escondido no quarto, gravando imagens enquanto ela se vestia após o banho.
- Ameaças: A criança de 7 anos revelou que era ameaçada pelo tio para não contar nada, sob o pretexto de que ela e a irmã apanhariam dos responsáveis caso o segredo fosse revelado.
Depoimento decisivo
As vítimas foram ouvidas por meio de depoimento especial, conduzido por profissionais habilitados para evitar a revitimização. Segundo a perícia técnica, os relatos das irmãs foram coesos, ricos em detalhes e não apresentaram traços de simulação ou indução.
A decisão judicial destacou que a defesa do agricultor não conseguiu desmentir as provas e os relatos firmes das crianças. Além da pena de reclusão, o magistrado determinou o pagamento de R$ 15 mil para cada vítima como indenização por danos morais.
O processo tramita em segredo de justiça para preservar a identidade das crianças.











