Santa Catarina consolidou sua posição como um dos melhores estados do Brasil para profissionais qualificados. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do terceiro trimestre de 2025, a taxa de desocupação entre pessoas com ensino superior no estado é de apenas 1,2%.
O índice é menos da metade da média nacional para este grupo (3%) e coloca SC na segunda posição do ranking brasileiro. O dado reforça o cenário de “pleno emprego” para quem possui diploma de graduação em território catarinense.
Salto na qualificação: Crescimento de 97%
O estudo, divulgado pelo Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), revela um avanço histórico: entre 2015 e 2025, o número de trabalhadores com ensino superior em SC quase dobrou, registrando uma alta de 97%.
Este é o maior crescimento entre todos os estados das regiões Sul e Sudeste, superando com folga a média nacional de 65%. Atualmente, dos 4,5 milhões de trabalhadores catarinenses, 1,2 milhão possui nível superior completo — o que representa mais de um quarto de toda a força de trabalho estadual.
Rendimentos e formalidade
Além de empregar mais, Santa Catarina paga melhor. O rendimento médio do trabalhador graduado no estado é de R$ 6.884,00, o 5º maior do Brasil.
A pesquisa também aponta que o diploma é um “escudo” contra a informalidade:
- Nível Superior: Apenas 14,1% de informalidade.
- Sem instrução: O índice de informalidade salta para 48,2%.
- Média Geral de SC: 24,9% (a menor taxa de informalidade do Brasil).
Visão estratégica
Para o secretário de Estado do Planejamento, Fabricio Oliveira, os números refletem a complexidade da economia catarinense. “Nossa produção de bens e serviços de alto valor agregado exige tecnologias sofisticadas e, consequentemente, profissionais muito bem qualificados”, afirmou.
Destaques Nacionais de Santa Catarina (3º Trimestre 2025):
| Indicador | Santa Catarina | Brasil (Média) | Ranking SC |
| Desocupação Geral | 2,3% | 5,6% | 1º (Empatado com MT) |
| Desocupação Nível Superior | 1,2% | 3,0% | 2º Lugar |
| Taxa de Informalidade | 24,9% | 37,8% | 1º Lugar (Menor do país) |
| Subutilização da Força | 4,4% | 13,9% | 1º Lugar (Menor do país) |











