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Mãe é condenada por vender a própria filha para exploração sexual em SC

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A menina, menor de 14 anos, relatou que muitos homens abusaram dela com o consentimento ou sob determinação da mãe.

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Por aproximadamente dois anos, uma mãe submeteu a própria filha, então com menos de 14 anos, a relações sexuais com terceiros, negociando encontros e exigindo contrapartidas financeiras para sustentar o vício em drogas e álcool.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou a mulher e obteve a condenação a 23 anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável. A sentença foi proferida na quarta-feira (11).

De acordo com a denúncia, os abusos ocorreram entre 2021 e 2023 em São José, praticados por indivíduos ainda não identificados, especialmente dois homens, embora a vítima tenha relatado um total aproximado de 15 agressores.

A investigação revelou que a mãe reiteradamente aproximava a filha desses indivíduos e a obrigava, ou consentia, que atos sexuais fossem praticados, inclusive dentro da própria residência, plenamente ciente da vulnerabilidade etária da vítima.

A Justiça concluiu que as provas reunidas demonstram de forma segura que a acusada concorreu diretamente para que terceiros praticassem atos libidinosos e sexuais contra a filha menor, utilizando-se da ascendência materna para obter a exploração econômica da adolescente.

Denúncia

A adolescente revelou os abusos a uma pessoa próxima, que também havia sido constrangida pela acusada a fornecer dinheiro. As apurações apontaram que a ré agia de forma ativa e organizada, promovendo, determinando e condicionando a prática dos atos libidinosos pela filha à obtenção de vantagens econômicas ou ao consumo de substâncias ilícitas.

A mulher utilizava a autoridade materna para exigir que a filha se submetesse a relações sexuais com terceiros.

A mulher teve a prisão preventiva decretada ainda durante o oferecimento da denúncia e segue foragida. O Juízo manteve a prisão.

O Promotor de Justiça titular da 1ª PJ de São José, Alexandre Carrinho Muniz, afirmou que recorrerá da sentença para ampliar a pena e para que a Justiça fixe uma indenização por danos morais em favor da vítima.

Em caso de violência, denuncie!

Também é possível entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SEAC) do MPSC pelo telefone (48) 3330-2570. Além disso, o MPSC conta com atendimento presencial em Florianópolis e Postos de Atendimento ao Cidadão em Lages, Joinville, Balneário Camboriú, Brusque e São José. Para conferir os endereços, clique aqui.      

Em caso de emergência, ligue para a Polícia Militar por meio do disque 190. 

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