SAN CRISTÓBAL (ARGENTINA) – O pátio interno da Escola Mariano Moreno, em Santa Fé, tornou-se cenário de um crime brutal por volta das 07h15 desta segunda-feira (30). Um aluno de 15 anos, portando uma espingarda escondida na mochila, disparou quando os alunos aguardavam para hastear a bandeira, como fazem todos os dias antes do início das aulas no colégio, nessa pequena localidade de cerca de 16 mil habitantes.
O ataque resultou na morte imediata de um adolescente de 13 anos. Outros seis estudantes ficaram feridos, sendo que dois deles — um menino de 13 e uma menina de 15 anos — foram transferidos para um hospital regional com ferimentos mais graves, embora não corram risco de morte. As demais vítimas sofreram apenas escoriações superficiais.
O governo da região suspendeu as aulas na instituição, que atende cerca de 1.500 alunos, por três dias. Segundo as autoridades, o autor dos disparos não tinha histórico de problemas escolares, mas enfrentava uma situação familiar “muito complexa”.
Impunidade e maioridade penal
O caso ganha contornos de polêmica jurídica na Argentina. O ministro da Justiça e Segurança de Santa Fé, Pablo Cococcioni, informou que o autor não poderá ser punido criminalmente, pois o novo Código Penal Juvenil ainda não entrou em vigor.
Recentemente, em fevereiro, o Senado argentino aprovou a redução da maioridade penal de 16 para 14 anos, mas a implementação da medida ainda depende de trâmites legais, o que impede a responsabilização do adolescente neste momento.









