O cenário político de Canoinhas teve uma segunda-feira (30) de movimentações intensas nos bastidores jurídicos. A Coordenadora Pedagógica do Centro de Atendimento e Intervenção Multidisciplinar pediu exoneração do cargo após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizar uma ação de improbidade administrativa por suspeita de nepotismo.
O caso e a exoneração
A servidora é esposa do Secretário Municipal de Governo, Gestão e Relações Institucionais. Segundo a 3ª Promotoria de Justiça da Comarca, a nomeação configurava uma irregularidade administrativa, uma vez que a função da esposa estava vinculada à pasta chefiada pelo marido.
A exoneração foi assinada e oficializada na segunda-feira (30), antecipando-se a uma possível decisão liminar da Justiça, já que o MPSC havia solicitado o afastamento imediato da funcionária.
Ação contra a ex-prefeita
Apesar do pedido de desligamento da servidora, o processo movido pelo Promotor Marcos José Ferreira da Silva segue seu curso. O órgão requer a condenação da agora ex-prefeita Juliana Maciel (PL) por improbidade administrativa, e o pagamento de uma multa por dano moral coletivo, com valores a serem revertidos ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados.
O Ministério Público sustenta que a prefeita ignorou uma recomendação extrajudicial prévia para corrigir a situação, optando por manter a nomeação até a judicialização do caso.
Contexto político
A crise no secretariado estourou horas antes de uma mudança definitiva no comando do município. Na noite desta terça-feira (31), Juliana Maciel renunciou oficialmente ao cargo de prefeita para se desincompatibilizar e concorrer nas eleições estaduais de 2026. A prefeitura passou a ser comandada por Zenilda Lemos, que tomou posse em sessão solene na Câmara de Vereadores.


















