UBIRATÃ (PR) – A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) revelou detalhes sórdidos sobre a morte de Alceu Slivinski, de 66 anos, ocorrida na última quarta-feira (25). O mentor do crime, um jovem de apenas 18 anos, viajou de Joinville (SC) até o Paraná com um comparsa para assaltar o bar do avô.
Imagens de câmeras de segurança confirmaram que o neto e seu amigo chegaram ao local usando disfarces. Segundo o delegado André Dzindzik, o uso do capuz foi uma estratégia deliberada para que o avô não o identificasse como o autor do roubo.
Alceu ainda tentou correr para o interior do imóvel, mas foi atingido por quatro disparos e morreu no local. Após a execução, o neto arrancou joias de ouro (correntes, pulseiras e anéis) do corpo do avô com tamanha violência que causou lesões graves no pescoço da vítima. O valor dos itens roubados ultrapassa R$ 110 mil.
A motivação e a prisão
Em depoimento, o jovem confessou o crime e afirmou que precisava de dinheiro para cobrir dívidas. Ele escolheu o avô como alvo por saber que o idoso possuía uma quantidade expressiva de ouro e por conhecer toda a rotina da vítima. O comparsa teria recebido a promessa de R$ 4 mil para ajudar na execução.
A dupla foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal na BR-277, em Cascavel, poucas horas após o latrocínio. No carro, os policiais apreenderam a arma do crime e 184 gramas de ouro. Ambos responderão por latrocínio (roubo seguido de morte).









