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Mãe e padrasto são condenados por estupro de vulnerável, cárcere e tortura contra criança

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Crimes ocorreram ao longo de nove anos e incluíram violência sexual, física e psicológica; mãe é acusada de “entregar” a própria filha ao agressor em troca de sustento.

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A Justiça de Santa Catarina condenou a mãe e o padrasto de uma menina por uma sequência de abusos cometidos contra a criança dos 4 aos 13 anos de idade. As penas somadas ultrapassam os 65 anos de prisão para cada réu. O caso, denunciado pelo Ministério Público (MPSC), ocorreu em diversos municípios onde a família residiu entre 2015 e 2024, no Vale do Rio Tijucas.

A investigação começou em 2025, após a vítima revelar o sofrimento à avó paterna e entregar à polícia um diário com relatos detalhados das agressões. Segundo a denúncia da Promotora Ariane Bulla Jaquier, os abusos sexuais eram diários e contavam com a conivência e facilitação da própria mãe, que teria alegado ter “dado” a filha ao companheiro em troca de auxílio financeiro.

Relatos de crueldade

Além do estupro de vulnerável, o casal foi condenado por uma série de outros crimes que configuram um cenário de tortura e privação:

  • Maus-tratos e Tortura: A menina era agredida com vassouras, fios e cintos, além de sofrer queimaduras e privação de comida.
  • Cárcere Privado: A vítima era mantida trancada em casa, sem acesso a telefone, para evitar que os crimes fossem denunciados.
  • Corrupção de Menores: O casal fornecia álcool e cigarros à criança, além de praticar atos sexuais na presença dela.

O padrasto, que confessou o crime de estupro de vulnerável em juízo, recebeu pena total superior a 68 anos (entre reclusão e detenção). A mãe foi penalizada com mais de 66 anos de prisão.

Ambos estão presos preventivamente desde junho de 2025 e, conforme a sentença, não poderão recorrer em liberdade devido à gravidade dos fatos e à necessidade de garantir a ordem pública.

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