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Quanto tempo de sol você precisa por dia para produzir Vitamina D?

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Estudos comprovam que áreas maiores, como pernas e costas, são mais eficientes que rosto e mãos; tempo de exposição varia conforme o tom de pele.

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Diferente de outras vitaminas que obtemos apenas pela alimentação, a Vitamina D é fabricada pelo próprio organismo quando a radiação ultravioleta B do sol atinge as camadas superficiais da pele. Nesse processo, uma substância presente naturalmente na pele se transforma em vitamina D3, que depois passa pelo fígado e pelos rins até se tornar ativa e pronta para atuar no corpo.

No entanto, a eficiência dessa produção depende diretamente da quantidade de área exposta. Segundo pesquisas recentes, confiar apenas no sol que atinge o rosto e as mãos — que representam apenas 5% da superfície corporal — pode não ser suficiente para manter os níveis ideais.

Um estudo publicado no Journal of Photochemistry and Photobiology B demonstrou que regiões amplas, como o tronco, as costas e as pernas, produzem aumentos significativamente maiores de Vitamina D3 no sangue em comparação com áreas menores.

As regiões mais eficientes para o “banho de sol”

Para otimizar a produção, dermatologistas recomendam a exposição de áreas com grande superfície contínua:

  • Braços e Pernas: Áreas práticas de expor e com excelente capacidade de síntese.
  • Costas: Uma das maiores áreas contínuas do corpo, garantindo eficácia mesmo em tempos curtos.
  • Abdômen e Tronco: Contribuem significativamente para elevar os níveis da vitamina no sangue.

Tempo recomendado por perfil de pele

A produção de Vitamina D não é igual para todos. A melanina atua como um filtro natural, o que altera o tempo necessário sob o sol:

  • Peles claras: De 10 a 15 minutos, alguns dias por semana, com braços e pernas expostos.
  • Peles morenas e negras: De 20 a 30 minutos ou mais, devido à maior resistência aos raios UVB.

Cuidados e alternativas

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para a segurança: deve-se evitar horários de pico (entre 10h e 16h) para exposições prolongadas e nunca abrir mão do protetor solar em atividades de lazer. O uso diário de filtro solar não impede a produção de vitamina D pelo organismo.

Quando a exposição solar é inviável, como em períodos de inverno rigoroso ou rotinas em locais fechados, a alternativa é recorrer a alimentos como salmão, sardinha e gema de ovo. Caso os níveis continuem baixos, a suplementação deve ser feita estritamente sob orientação médica após exames de sangue.

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