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Santa Catarina reduz total de fumantes, mas vapes disparam entre jovens nas escolas

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No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste domingo (31), a Secretaria de Estado da Saúde destaca o sucesso do tratamento gratuito pelo SUS e o desafio do avanço dos cigarros eletrônicos nas escolas.

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Santa Catarina apresentou uma redução expressiva de 38,7% no número de fumantes adultos no último ano, acompanhando a tendência nacional de queda do tabagismo. O resultado positivo reflete o fortalecimento das políticas públicas de prevenção, campanhas de conscientização e a oferta de tratamento gratuito na rede pública.

No entanto, neste domingo, 31 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial Sem Tabaco com o tema “Desmascarando o apelo: combatendo a dependência de nicotina e tabaco”, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) chama a atenção para um novo e preocupante cenário epidemiológico: o crescimento do uso de cigarros eletrônicos (vapes) entre adolescentes e jovens no estado.

Tratamento pelo SUS bate recorde de eficácia

Os investimentos na Atenção Primária têm colhido frutos animadores. No ano de 2025, mais de 21 mil pessoas buscaram atendimento médico para interromper a dependência do cigarro em solo catarinense. O balanço aponta que:

  • Busca por ajuda: 21.188 pessoas procuraram as unidades de saúde em 2025, um salto expressivo em comparação aos 14,4 mil atendimentos registrados em 2024;
  • Adesão: 17.796 pacientes iniciaram efetivamente o tratamento no último ano, contra 7,6 mil adesões no ano anterior;
  • Sucesso (Abstinência): 7.523 pessoas já conseguiram parar totalmente de fumar em 2025, superando os 5,4 mil cidadãos que ficaram abstinentes em 2024.

O perfil epidemiológico dos pacientes atendidos em 2025 revela que a procura foi ligeiramente maior entre as mulheres, que somaram 11.002 atendimentos, enquanto os homens registraram 10.186 buscas. A grande maioria dos usuários assistidos está concentrada na faixa etária produtiva, entre 18 e 60 anos, totalizando 16.163 pessoas.

“Quem deseja parar de fumar deve procurar a Secretaria de Saúde do seu município e se informar sobre a unidade que oferece o Programa de Controle do Tabagismo pelo SUS”, orienta Adriana Elias, enfermeira e coordenadora estadual do programa.

A armadilha dos cigarros eletrônicos entre adolescentes

Apesar do recuo do cigarro de papel convencional, o avanço tecnológico dos dispositivos eletrônicos de fumar acendeu a luz vermelha nos comitês de saúde. Um levantamento amostral realizado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) em cinco escolas públicas de Florianópolis revelou que 27,4% dos estudantes avaliados já experimentaram vapes.

O dado mais alarmante da pesquisa é que menos da metade desse grupo relatou ter feito uso do cigarro tradicional, o que comprova que a nova geração de fumantes está iniciando a dependência diretamente pelos dispositivos eletrônicos.

Fatores como a curiosidade juvenil, a falsa sensação de inocuidade, a influência de grupos sociais e o apelo comercial de sabores e aromas atrativos mascaram a alta periculosidade do produto. Análises laboratoriais apontam que os vapes carregam milhares de substâncias químicas nocivas e, em apreensões recentes realizadas pelas forças de segurança em Santa Catarina, foi constatada inclusive a presença de anfetamina nos líquidos dos dispositivos.

“O tabagismo segue como importante fator de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e vários tipos de câncer. Com o avanço dos cigarros eletrônicos, reforçar ações de prevenção e conscientização é ainda mais urgente”, alerta a coordenadora Adriana Elias.

Rede de Apoio: Onde encontrar tratamento gratuito em SC

As ações integradas nas escolas estaduais já começaram a rastrear os primeiros sinais de dependência e o desejo de interromper o uso entre os próprios adolescentes, desencadeando atividades educativas e encaminhamentos clínicos.

Atualmente, cerca de 84% dos municípios catarinenses disponibilizam grupos de apoio e esquemas de tratamento individualizado de forma gratuita através das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para os casos mais complexos, onde o tabagismo vem acompanhado de comorbidades psíquicas associadas — como transtornos de ansiedade ou depressão —, o fluxo de atendimento conta com o suporte técnico dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além do suporte de hospitais gerais credenciados ao programa estadual. A orientação inicial para qualquer cidadão que deseje romper o vício é procurar o posto de saúde de seu bairro ou a Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade.

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