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28 anos depois, Brasil revive contra Marrocos duelo histórico da Copa da França

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No único duelo entre as seleções na história dos Mundiais, em 1998, o Brasil aplicou um sonoro 3 a 0 com gols de Ronaldo, Bebeto e Rivaldo; reencontro em 2026 marca a estreia na busca pelo Hexa.

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Vinte e oito anos após o histórico confronto na Copa do Mundo da França, em 1998, as seleções de Brasil e Marrocos voltam a cruzar caminhos no maior palco do futebol mundial. Naquela ocasião, pela segunda rodada da fase de grupos, o time canarinho deu um show e venceu os marroquinos por 3 a 0, com gols marcados pelo trio Ronaldo Fenômeno, Bebeto e Rivaldo, carimbando a vaga antecipada para as oitavas de final da edição em que o Brasil terminaria como vice-campeão.

Agora, a história ganha um novo capítulo. Neste sábado (13), a partir das 19h (horário de Brasília), o reencontro de quase três décadas decide o destino das duas equipes logo na estreia da Copa do Mundo de 2026. O duelo acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey, abrindo o Grupo C, chave sediada nos Estados Unidos que ainda conta com Escócia e Haiti.

Além do retrospecto positivo de 1998, o Brasil defende uma invencibilidade implacável em primeiras rodadas: a Seleção não perde uma estreia de Copa do Mundo desde 1934 (quando foi superada pela Espanha na Itália). De lá para cá, foram 17 vitórias e três empates em estreias.

O ciclo mais tumultuado da história e a era Ancelotti

Apesar do bom histórico em estreias e da lembrança da Copa de 98, o adversário atual promete entregar um nível de dificuldade muito superior. O Marrocos, que surpreendeu o planeta ao chegar à semifinal no Catar, ocupa a 7ª posição no ranking da Fifa, colado no Brasil, que é o 6º. Inclusive, no último amistoso disputado entre as duas equipes, em março de 2023, os marroquinos levaram a melhor e venceram por 2 a 1.

Aquele revés em Tanger, aliás, abriu as portas para o ciclo mais instável e confuso da história da Amarelinha. De 2023 até meados de 2025, o banco de reservas do Brasil passou por uma verdadeira dança das cadeiras:

  • Ramon Menezes comandou o time interinamente no início do ciclo;
  • Fernando Diniz assumiu na sequência também como interino, durando apenas seis jogos após sofrer três derrotas seguidas nas Eliminatórias;
  • Dorival Júnior foi contratado em janeiro de 2024 como o nome definitivo, mas acabou demitido em março de 2025 após sofrer uma goleada por 4 a 1 para a Argentina;
  • Carlo Ancelotti assumiu o comando em maio de 2025 após uma longa novela contratual com a CBF, que também viveu caos político com o afastamento de Ednaldo Rodrigues e a posse do atual presidente Samir Xaud.

Sob o comando do técnico italiano, o Brasil encerrou as Eliminatórias na modesta 5ª colocação — a pior campanha de classificação da história do país —, mas garantiu a vaga para o Mundial.

Escalação brasileira

O técnico Carlo Ancelotti surpreendeu com a escalação da seleção brasileira para a partida de estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos.

Na lateral, Danilo era o nome cogitado durante toda a semana, e o escolhido foi Ibañez, uma decisão que passa principalmente pelo aspecto físico.

Douglas Santos, que fez bons jogos no ciclo e foi titular contra o Egito, e Lucas Paquetá, ganham chances, assim como Igor Thiago. O centroavante do Brentford, que também pode fazer a diferença na bola parada, será a referência do ataque.

Brasil: Alisson, Íbañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago.

Leões do Atlas chegam renovados e embalados

Se o Brasil passou por transformações, o Marrocos também chega modificado em relação ao time que encantou o mundo no Catar. O técnico Walid Regragui deixou o cargo em março deste ano após a polêmica final da Copa Africana de Nações — onde Marrocos herdou o título após a desistência de Senegal em campo durante uma cobrança de pênalti.

O novo treinador é Mohamed Ouahbi, que chega credenciado após fazer história ao conquistar o título do Mundial Sub-20 em 2025 pelo país africano. A grande arma dos “Leões do Atlas” atende pelo nome de Brahim Díaz. Companheiro de Vini Jr. no Real Madrid, o atacante nascido na Espanha optou por defender a pátria de seu pai e já soma impressionantes 14 gols em 26 jogos pela seleção marroquina.

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