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Agosto Lilás reforça compromisso com o enfrentamento à violência contra a mulher

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Agosto Lilás marca 20 anos da Lei Maria da Penha; dados reforçam necessidade de ações contínuas pelo fim da violência.

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A campanha nacional de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, conhecida como Agosto Lilás, ganha um significado ainda mais simbólico em 2026 ao celebrar os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006.

Considerada um divisor de águas na proteção dos direitos das mulheres no Brasil, a legislação completa duas décadas com avanços importantes, mas com o desafio persistente da violência de gênero.

Dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, divulgado pelos ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública, apontam que o Brasil registrou 741 feminicídios no primeiro semestre de 2026. O indicador representa uma redução de 2,5% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 760 casos, mas números revelam persistência do problema e motivam ações para enfrentá-lo.

Enfrentar a violência contra a mulher exige ações e compromisso permanentes. Além de conscientizar, é preciso criar oportunidades para que as mulheres tenham autonomia, acesso a direitos e redes de apoio capazes de romper o ciclo da violência.

Indicadores do Atlas da Violência 2026

Levantamento publicado pelo Atlas da Violência 2026, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta recuo e desigualdades no perfil das ocorrências:

  • Queda histórica: Os homicídios de mulheres no país registraram queda de 27,7% entre 2014 e 2024, atingindo o menor índice da série histórica;
  • Racialização da violência: A taxa de homicídios entre mulheres negras permanece 66,7% superior à registrada entre mulheres não negras;
  • Violência doméstica: Em 79,9% dos casos, as agressões contra mulheres ocorrem no interior da própria residência da vítima;
  • Reincidência: Dos atendimentos prestados pelos serviços de saúde a mulheres agredidas, 66,2% relataram ter sofrido episódios recorrentes de violência.

Como Pedir Ajuda

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher, para denúncias e orientações.
  • Ligue 190: Polícia Militar, para situações de emergência e flagrante
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