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Crianças que morreram em acidente na SC-305 estavam indo a treino de futsal com pai

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Atletas das categorias de base de São Lourenço do Oeste estavam em Fiat Uno que pegou fogo após colisão com caminhão; motorista do outro veículo também faleceu.

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Dois irmãos de 8 e 12 anos e o pai deles morreram em um grave acidente de trânsito na noite de quarta-feira (19) enquanto viajavam para um treinamento de futsal na rodovia SC-305, no município de São Lourenço do Oeste.

As vítimas foram identificadas como Bernardo da Silva Schoeninger, de 8 anos, Miguel da Silva Schoeninger, de 12 anos, e Airton da Silva Schoeninger, de 39 anos, pai dos meninos.

O automóvel Fiat Uno em que a família trafegava foi atingido por um caminhão e pegou fogo após o impacto, resultando na morte dos três ocupantes, que ficaram com os corpos carbonizados e presos às ferragens. O condutor do caminhão também faleceu no local após o veículo capotar na pista.

O Corpo de Bombeiros Militar atendeu a ocorrência e realizou o desencarceramento das vítimas, enquanto as causas e a dinâmica da colisão continuam sob investigação das autoridades policiais.

Moradores de Campo Erê, os dois meninos eram atletas das categorias de base do Futsal São Lourenço/G2 Academy e viajavam frequentemente até a cidade vizinha para participar das rotinas de treino.

Em nota oficial de pesar, a equipe lamentou a perda dos jovens atletas e do pai, destacando que Bernardo já acumulava momentos marcantes pelo projeto esportivo e Miguel se preparava para estrear em sua primeira competição oficial.

Despedida

A Justiça de Campo Erê autorizou a liberação dos restos mortais das vítimas para o sepultamento enquanto a Polícia Científica aguarda os resultados dos exames de DNA.

Como os corpos ficaram carbonizados após a colisão do automóvel Fiat Uno com um caminhão seguida de incêndio, não foi possível realizar o reconhecimento visual dos familiares. Nesta quinta-feira (20), peritos da Polícia Científica de Santa Catarina realizaram a coleta de amostras genéticas de Jaqueline, da irmã das crianças e dos pais de Airton. O material foi encaminhado para a sede do órgão pericial em Florianópolis para o confronto de DNA.

Sensibilizado com a espera pelo trâmite laboratorial, o Poder Judiciário deferiu o pedido emergencial da família para que os ritos fúnebres e o sepultamento pudessem ser realizados.

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