Uma tragédia chocou o município de Papanduva na noite de quarta-feira (5). A gerente de um restaurante localizado no Km 58 da BR-116, identificada como Mariane de Fátima Hilko, de 33 anos, morreu após ser atingida por um ônibus de viagem da cidade de Maringá (PR) e prensada contra a estrutura da edificação. O veículo chegou a romper parcialmente a parede de acesso ao estabelecimento.
O Corpo de Bombeiros Militar de Papanduva foi acionado por volta das 19h15. Ao chegarem ao local, as equipes de resgate identificaram a vítima sob o ônibus, próxima aos destroços de uma mureta de proteção, já com lesões graves e sem sinais vitais.
O velório de Mariane Hilko ocorreu no salão da Igreja São Pedro, e o sepultamento foi realizado no início da tarde desta quinta-feira (6), no cemitério municipal de Papanduva.
Discussão por refeição e apuração das causas
Conforme relatos de testemunhas à Polícia Militar, momentos antes do acidente houve uma discussão relacionada ao pagamento de refeição por passageiros do ônibus. Durante a tentativa de esclarecimento da situação, a funcionária dirigiu-se até o veículo para conversar com o motorista. As circunstâncias que levaram ao deslocamento do ônibus e à colisão serão apuradas pelas autoridades competentes.
O motorista do ônibus, um homem de 65 anos, realizou o teste do etilômetro (bafômetro), que deu resultado negativo para consumo de álcool. Ele apresentava forte abalo emocional, com alteração na pressão arterial, e foi encaminhado ao Hospital São Sebastião para atendimento.
Outros atendimentos e risco estrutural
No coletivo viajavam 38 passageiros e o motorista. Uma passageira de 62 anos foi atingida por estilhaços de vidro no olho esquerdo e recebeu atendimento médico no Hospital São Sebastião. As equipes do Corpo de Bombeiros realizaram varreduras na área e confirmaram que nenhum outro ocupante precisou de encaminhamento hospitalar.
Devido aos danos na fachada do restaurante, um engenheiro civil foi acionado para orientar o escoramento provisório em madeira nos pilares atingidos, eliminando os riscos de desabamento durante a perícia. Após a conclusão do trabalho da Polícia Científica, o ônibus foi removido da edificação por uma equipe da concessionária Autopista Planalto Sul.




























