A Meta, empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, desabilitou temporariamente a conta de anúncios utilizada pela campanha do candidato à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A suspensão ocorreu na quarta-feira (23), a poucos dias da realização do primeiro turno das Eleições 2026.
Após o bloqueio, a campanha do presidenciável apresentou um recurso administrativo à empresa alegando que não havia recebido nenhuma justificativa prévia para a medida. Ainda nesta sexta-feira (25), a Meta restabeleceu a conta de publicidade. Agora, a equipe do candidato aguarda uma manifestação da companhia para entender o que ocorreu e o que levou à interrupção dos serviços.
Até a publicação da informação pela Agência Brasil, a Meta não havia explicado publicamente o que motivou o bloqueio temporário.
Repercussão e contexto político
O incidente reforçou o discurso de aliados do governo de que as empresas sediadas nos Estados Unidos atuam para favorecer adversários políticos do PT na disputa eleitoral. A Agência Brasil, canal público oficial de notícias, chegou a noticiar nesta sexta-feira (25) a suspeita de cooperação das big techs com o governo norte-americano contra o atual presidente.
O episódio ocorre em um cenário de crescentes tensões geopolíticas. Logo após Donald Trump assumir a Presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, declarou publicamente nas redes sociais que a companhia atuaria em alinhamento com a Casa Branca contra governos estrangeiros que buscam regular empresas americanas.
No Brasil, a regulação de plataformas digitais é pauta defendida pelo Executivo federal para combater desinformação e crimes cibernéticos, gerando forte resistência de gigantes da tecnologia e de Washington.

